Never Surrender: Concurso para o Festival Crossroads

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por Kenia Cordeiro e Clovis Roman

O Festival Crossroads é presença do mais alto calibre no calendário de shows de Rock em Curitiba. Unindo bandas de som autoral e também covers, o evento engloba todas as vertentes do estilo. A cada ano a festa fica maior, e agora em 2019 a parada rola, assim como 2018, na Usina 5, local repleto de espaço e muitos palcos para acomodar tantas atrações. Isso no dia 13 de julho. O cast completo já foi liberado pela organização, entretanto, uma vaga ainda está aberta.

O Crossroads vem realizando nas últimas semanas um concurso onde a vencedora entra no festival. A final dessa competição, a Never Surrender acontece nesta terça-feira, dia 02 de julho, com as quatro finalistas: Sex’N’Roll, Killer Jack, NewHolly e Crowning Animals.

A festa começa às 19h30! Agora conheça mais um pouco das quatro bandas finalistas:

A NewHolly, banda de Rock que tem como maior influência o Beatles, começou sua jornada baseada na amizade, “antes mesmo de tocar nossos instrumentos! A amizade entre três de nós, John, Beppe e Marc, começou na infância, e desde lá, nunca nos separamos“. Eles também revelam que tem um sítio como base, onde tem “uma liberdade extrema para criar, para viver… para ser Newholly“.

A Killer Jack surgiu em 2011, na Lapa, tendo em seus arranjos grandes influências do Grunge e do Rock Alternativo, com um leve toque lúgubre que remete a grupos como Gram e Vanguart. Os caras também se uniram pela amizade, além da afinidade sonora, “com o intuito de falar aquilo que sentiam e pensavam“. As influências vão além do Rock, segundo eles, pois passam também pela MPB e Funk, o que dá uma amplitude maior ao trabalho. A busca é sempre pela evolução, em “nos expressar, inovar, crescer, evoluir e principalmente tentar nos conectar com as pessoas que se identifiquem com a gente“, explicam.

A Sex’N’Roll é um grupo de Hard Rock que parece ter saído direto dos anos 80, com riffs de guitarra bem definidos. O som é uma celebração àquela década, afinal, os “anos 80 foi a década mais marcante e inspiradora pelo espírito aventureiro e musical do Hard Rock, onde tudo realmente começou nesse estilo, e isso nos inspira até hoje“, conta o baterista João. Com esse som de apelo comercial, a intenção do quarteto é “trabalhar não só aqui, mas em todo o Brasil, como também no exterior“, e para isso, pensam em sempre produzir material e focar na qualidade dos shows. As letras? Sim, elas falam “sobre diversão e garotas, sim [risos], mas também sobre amizade e uma visão sobre decidir o que fazer num momento em que é tudo ou nada na vida“, analisa.

Apostando em um som mais pesado, o Crowning Animals é um grupo de Metalcore, cujo disco até o momento se chama The Path, lançado em 2017. Videoclipes e singles vieram e pavimentaram o caminho do grupo no cenário local. Com seu som cadenciado, vem agregando uma legião de seguidores, o que ficou provado nas fases eliminatórias do Never Surrender. O grupo afirma que está pretendendo lançar novas músicas esse ano, como uma versão pauleira de “Amor de Verdade”, uma música Pop mainstream, e “Bring Me Up”, já gravada mas ainda não liberada ao público, deve sair no segundo semestre.

New Holly
Eles explicam sobre seu disco de estreia, “Into Your Head”: “Após 2 meses de pré-produção no sítio, fomos para o Rio de Janeiro gravar no estúdio 707, pelo produtor Kiko Martins, que criou uma afinidade enorme com a banda e hoje é um grande parceiro“. Sobre a forma de lançamento, eles contam que “o trabalho foi lançado pela Sony Music apenas nas plataformas digitais, mas nós da banda fizemos questão de fazer CDs. Acreditamos muito na força do material físico para construir uma base de fãs! Ao longo da nossa primeira turnê, distribuímos os CDs para o público. Achamos que quando se trata de Rock n’ Roll, o material físico sempre terá sua relevância. O Rock vai muito além da música, ele traz toda uma história, um propósito, um desabafo que conversa com os fãs. Eles entendem cada detalhe de uma capa, de uma foto, e até mesmo a ordem das músicas de um álbum“.

Uma canção que se destaca no repertório deles é “Bluebird”, que sugere uma influência do poema de Charles Bukowski: “podemos relacionar diretamente com ele. Bluebird é justamente um incentivo para que todos confiem neste pássaro azul que Bukowski tanto tinha medo! Se pudéssemos dar a Charles um recado, ele seria: “Bluebird fly and live your life, you don’t know how high is the sky!“. E sobre a temática lírica do grupo como um todo: “O mesmo tema que nos inspira a fazer som, é o que nos inspira a escrever. É o tema de Bluebird. Tudo o que fazemos, está sempre conectado com essa coisa natural que está dentro de cada um, sobre o amor, sobre acreditar na força da vida! Então, seja lá o que estivermos sentindo, iremos falar! É o que faz sentido para nós. O que nos inspira é a vida, e ela é imprevisível“.

Killer Jack
A banda Killer Jack também vai pelas trilhas do lançamento digital, sem esquecer as origens: “O nosso plano é lançar O Andarilho tanto no digital quanto no físico, mas primeiro nas plataformas digitais. O que vemos é que o formato físico não tem mais tanta relevância como divulgação e se tornou mais um objeto de coleção. O valor que gastaríamos num primeiro momento para prensar CD’s, podemos usar para espalhar o nome da banda na internet“, analisa.

A música “O Mundo é dos Órfãos” parece inspirada na situação atual da política brasileira. E eles explicam: “Todo mundo já tá de saco cheio das mesmas ladainhas e ver tanta violência, sofrimento, alienação e corrupção. A situação do Brasil se tornou uma zona e uma guerra entre lados, e quem tá no meio é a gente, o povo“. E complementam: “A música pode ser um desabafo para gente extravasar tudo isso que a gente tá pensando […] e também vem como possibilidade de debate para gente conversar e acordar um pouco mais sobre tudo isso que tá acontecendo“. A similaridade dela com “The Passanger”, de Iggy Pop, também vem a tona na conversa: “É interessante compará-la com The Passenger, porque apesar de todo esse desabafo sobre a questão social no mundo, quando dizemos “Me diz pra onde eu vou se minha casa nunca foi meu lar” também é sobre buscar o nosso lugar nesse mundo caótico“.

Sex’N’Roll
O primeiro trabalho da banda Sex’N’Roll é um disco EP auto-intitulado, gravado totalmente no estúdio da própria banda, mesmo local onde ensaiam e compõem. Tudo isso resultou em um disco de cinco músicas, sendo que uma delas deve ganhar um videoclipe em breve. O som festivo é também pesado, com letras que vão de odes a festas e diversão mas também a mensagens positivas.

Crowning Animals
A banda vem trabalhando seu som olhando para o futuro da distribuição musical, ou seja, em digital. Tanto o EP quanto os singles anteriores e também os vindouros são todos assim. Para eles, a mídia física “tem custo muito alto de produção, precisa de um mínimo de unidades para serem feitas e tem que ter dinheiro em caixa. E não pode ter a necessidade de um retorno financeiro rápido, já que a venda de disco físico acontece somente esporadicamente. Se já é escasso para artistas “grandes”, para artistas locais a procura por é mais escassa ainda“, analisam em cima de um assunto que rendeu ainda muito mais do que essas frases. Sobre sua temática líricas, a inspiração é a vida, experiências sociais e pessoais, em todos os estágios: “A gente fala sobre coisas muito reais. As vezes numa narrativa mais histórica, artística, e as vezes com uma letra ‘in your face’, escrachadamente ‘vida real’, sem uma narrativa ou história paralela para contar, como Pack my Bags“.

Por mais que possam ter narrativas mais agressivas, algumas letras tratam de temas delicados: “Luchbag fala sobre bullying. Simples assim. Bullying na escola, na internet. A ideia dela era gravar um clipe onde os protagonistas eram crianças“, tudo isso em cima de um estudo psicossocial sobre o tema. O clipe chegou a ser gravado, mas a qualidade do material ficou abaixo do esperado, e eles então o refizeram. Mas o vocalista Shaw ainda pensa em gravar novamente o video, no futuro, com a temática original

Never Surrender
A NewHolly comenta as eliminatórias: “O Festival Crossroads, assim como as audições Never Surrender são a principal força do cenário do Rock em Curitiba. A gente ama o fato de misturar bandas tributo com bandas autorais, afinal, limitações não combinam com o Rock n’ Roll!“. O show deles deve ser “uma bomba de energia, afinal, todas as bandas são inacreditáveis“.

O pessoal da Killer Jack também fala: “É muito importante pra fortalecer a cena atual da música, o fato de ser um evento tanto de bandas de som autoral e bandas de tributo diversifica o público“. No show de terça-feira, o repertório “terá tanto as músicas do primeiro quanto do segundo CD“, ambos autorais. Eles prometem levar a galera deles para fazer aquela torcida.

Os ‘hardeiros’ da Sex’N’Roll consideram “esse show decisivo. Temos um repertório que mescla músicas do EP e tributos, focando e enquadrando na proposta do festival, e principalmente sem perder a essência da banda“. O baterista João ainda complementa sobre o concurso: “Achamos muito importante, pois está abrindo espaço para todos, o que só fortalece e une a cena. Nós respeitamos todos e tocamos com o coração“.

E o pessoal do Crowning Animal afirma que seu show será como os outros: “A gente sempre tenta ser nossa melhor versão a cada show. Sempre tentamos entregar a maior quantidade possível de energia no palco. A única coisa que tentamos superar em competições é nos superar“. A escolha do repertório é fácil, para eles, pois tem variedades de velocidades e ritmos, então isso é considerado: “A gente sempre filtra nossas músicas no que a gente quer fazer no show. Se for mais tranquilo, ou se for para competir e fazer todo mundo sair do chão e suas, é assim que a gente vai escolher o set“. E o vocalista completa: “Terça-feira o bicho vai pegar!“.

Crowning Animals: crowninganimals.bandcamp.com
Killer Jack: www.facebook.com/Bandakillerjack
NewHolly: www.facebook.com/newhollymusic
Sex’N’Roll: www.facebook.com/SexNRollOficial

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