[Entrevista] Revelação da música Pop brasileira, Giulia Be se apresenta em Curitiba

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A jovem Giulia Be teve sua vida transformada após um encontro com a banda Maroon 5, durante o Rock in Rio de 2017. O impulso a levou a tornar-se cantora e agora ela desponta com uma das boas revelações da música pop brasileira. Dois anos mais tarde, ela voltou ao festival, agora como artista, e cantou ao lado de Projota no palco Sunset.

No dia 22 de outubro, Giulia Be fará o show de abertura da banda Pentatonix, no Teatro Positivo; confira mais informações no final da matéria. Nossa repórter Kenia Cordeiro bateu um papo com ela sobre esse show, e também sua carreira e planos futuros.

por Kenia Cordeiro

Você cantou ao lado do Projota, no Palco Sunset do Rock in Rio há menos de duas semanas. Eu estava lá presencialmente e pude notar como a galera estava curtindo aquele momento. Como foi essa experiência pra você?
Foi uma experiência incrível! Voltar ao Rock in Rio depois de 2 anos, dessa vez como artista, é muito surreal, um momento de gratidão. Chorei pelo menos umas 5 vezes antes de subir ao palco, fiquei muito emocionada! Foi uma adrenalina muito grande ver as pessoas cantando junto a música “Cobertor” e depois o refrão de “Menina Solta”… Será uma cena que eu jamais esquecerei; o pôr do sol mais lindo que eu vi na vida: aquele mar de gente, o sol laranja, a roda gigante no fundo. Um momento que vou guardar pro resto da minha vida.

Em 2017, você conheceu o Maroon 5,  e foi, inclusive, a fala do guitarrista James Valentine, dizendo que você cantava muito bem, uma das coisas que te impulsionou pra seguir a carreira de cantora. Agora, com todo sucesso que você vem conquistando, já pensou em algum dia fazer uma parceria com a banda?
Adoraria, os caras são umas lendas! Inclusive tem umas músicas que eu escrevi que eu adoraria mandar para eles! (Risos) Eu me inspiro muito neles porque eu cresci ouvindo a banda, talvez até mais o pop das antigas deles. Eu amaria encontrá-los de novo, acho que o James não tem noção de tudo o que aconteceu na minha vida desde o dia em que ele me disse que eu deveria cantar profissionalmente. Adoraria conversar com ele novamente!

Como foi a transição da faculdade de direito para entrar de cabeça no show business e como isso mudou sua rotina pessoal? Como você lida com a situação atual de compromissos com imprensa, gravadora, estúdios e tudo o mais?
Quem não está no show business não tem noção… Quando eu estava de fora eu só tinha uma ideia, me parecia uma coisa muito glamourosa. Você sabe que os artistas trabalham muito para fazer arte, mas quando você entra no “olho do furacão”, é muito louco. Este era um mundo completamente estrangeiro para mim. Por mais que eu amasse música, jamais teria imaginado como era, porque eu achava que para mim não seria possível. Eu cresci na geração Hannah Montana, todo mundo queria ser como ela, e quem era eu para tentar ser também?

Minha vida mudou de ter uma rotina para não ter rotina: cada dia é algo diferente. Claro que a minha vida pessoal (amigos, família) está sempre lá, mas eu durmo e acordo pensando no meu trabalho e em como fazer para continuar lançando a minha arte e dividindo isso com as pessoas que me acompanham. E é isso, é muita coisa: gravadora, imprensa, compromissos… Mas se tudo isso está acontecendo, é porque o meu sonho está se realizando. O trabalho me motiva a trabalhar mais ainda, os desafios me desafiam mais ainda. Claro que têm dias que fico cansada, durmo pouco…  Mas não tenho uma palavra para reclamar disso. E que venha mais ainda… Que eu durma ainda menos! (Risos)

Seu primeiro single foi em inglês,  “Too Bad”, mas os posteriores foram em português. Quais as diferenças primordiais entre compor em inglês e em português? Você pretende focar em qual delas? Já cogitou gravar em espanhol, por exemplo?
Claro, como no? Por supuesto! (Risos) Eu adoro gravar tanto em inglês quanto em português. Para mim é mais fácil compor em inglês, eu tive que aprender a compor em português, mas hoje em dia eu tento compor pelo menos uma música por semana para treinar. O meu registro de voz também é bem diferente gravando em inglês e em português. Sobre espanhol, já cogitei gravar na língua sim. Inclusive acabei de escrever duas músicas com o grupo colombiano Piso21, canto em espanhol (claro que com sotaque brasileiro…), escrevo na língua, mas sempre preciso de alguém para me ajudar com a gramática, mas fora isso eu acho que até é uma língua mais fácil para escrever do que é em português.

Em “Too Bad”, podemos notar um pop com algumas batidas eletrônicas e uma melodia que em alguns momentos me lembra da cantora australiana Sia. Já em Menina Solta, a música é mais leve, descontraída, com aquela pegada acústica. O que podemos esperar dos seus próximos lançamentos?
Cada vez mais quero mostrar meu lado compositora, pois acredito que é o que faz a diferença. Para mim, o que conecta as minhas músicas é o fato de que todas são histórias que eu presenciei e vivi, que chorei e ri junto. Não gosto de me limitar em apenas um gênero, eu escuto muitos tipos de música, então não vejo porquê não lançar coisas diferentes, porém coesas. É importante para mim ter coesão no repertório e acredito que tenho buscado isso e estou chegando perto, mas só vou atingir isso produzindo mais músicas, entrado mais no estúdio, criando. Quero tirar um tempo para mim e fazer um projeto maior, focar e colecionar minhas músicas para mostrar para as pessoas “essa é a Giulia Be”. Estou crescendo enquanto tudo está acontecendo, aos poucos estou me encontrando.

No próximo dia 22, você tocará ao lado da banda Pentatonix, em Curitiba. Como está o preparo do repertório para essa apresentação?
O repertório era maior, decidi cortar pela metade. É a minha primeira vez em Curitiba, então achei melhor escolher as músicas mais certeiras. É uma grande oportunidade, quero aproveitar e mostrar o meu lado compositora, vou tocar piano… Terão momentos mais alegres, outros mais emocionantes… Meu repertório terá um pouquinho de tudo.

Com essa grande exposição que você vem tendo, há planos para uma turnê somente sua para divulgar seu trabalho?
Especificamente ainda não. Pretendo fazer uma turnê quando eu lançar um trabalho como um EP ou álbum. Para mim é importante como artista ter um tempo para criar,  e aí então entrar em turnê. Espero continuar fazendo esses shows pontuais como agora com o Pentatonix, continuar viajando pelo Brasil… Quero que uma eventual turnê aconteça em um momento em que eu esteja mais madura em relação à repertório, quero contar uma história. A minha maior mensagem é contar histórias, então quando eu for fazer uma turnê, eu espero que seja um pouco assim, contando uma história.

As suas experiências pessoais, tanto anteriores à sua carreira como as atuais, são influência para a criação das letras de suas músicas? O que você quer expressar com suas letras?
Como eu comentei na outra resposta, eu sou uma contadora de histórias. Gosto de jogar na roda minha vida pessoal, acho importante ter a minha verdade. Sou influenciada por amizades, decepções amorosas, paixões fulminantes… Eu sou muito dramática, gosto de pegar coisas pequenas (que talvez não fizessem sentido para as pessoas) e fazer uma música inteira sobre isso. Eu também gosto de passar emoção nas minhas letras; para mim a minha música tem que fazer as pessoas “sentirem”, quero que elas sintam alegria, força, poder.

SERVIÇO
Data: 22 de outubro de 2019 (terça-feira)
Local: Teatro Positivo
Endereço: Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300
Horário: 21h
Ingressos: variam entre R$235 e R$600
Venda online: www.diskingressos.com.br

Foto de capa: Vinícius Mochizuki

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