[Resenha] Exylle lança disco de estreia pela produtora Quiat

um comentário

Exylle – Exylle
(Quiat produtora – nacional)

por Clovis Roman

A banda Exylle foi formada em 2014, na cidade de Curitiba, Paraná. Após algumas mudanças na formação, algo normal em bandas recém formadas, o grupo estabeleceu seu ‘lineup’ com Victor Hugo (baixo e voz), Kevin Vieira (guitarra), Johnny Bordignon (guitarra) e o mais novo integrante Vinicius Jiulkowski (bateria). Entretanto no disco de estreia, autointitulado, quem comandou as baquetas foi Rycardo Antonio.

A banda foi aprimorando seu som e performance ao vivo com muitos shows – muitos mesmo – no estado do Paraná e também em Santa Catarina. E chegou finalmente o momento de estrear em um álbum completo, após lançar 1 EP e um single. O resultado é Exylle, disco lançado pela Quiat Produtora.

Thrash Metal com partes cadenciadas e bom trampo de guitarras, bons solos e melodias. As partes velozes aparecem, mas não em profusão. A abertura com “Legacy of Chaos” mostra bem isso. Depois de uma introdução que poderia ser uma faixa a parte, o som se encaminha para algo mais pautado no andamento moderado com algumas passagens mais explosivas. O riff principal, que apoias os versos pré-refrão, é excelente. A parte final, após o interlúdio de baixo, poderia ser maior, pois é bem bacana – e deve funcionar bem ao vivo.

A capa do disco autointitulado

“I Am Neither Innocent” e “Burn Your Leaders” seguem o mesmo padrão, com riffs em profusão, solos e mudanças de andamento. “Dead When Born the Church” abre o lado B como um dos destaques do disco, pela boa mescla de suas diferentes partes. “G.A.” abre com algo mais pro Rock Alternativo, até que surge um berro gutural e entra o acompanhamento da bateria. A composição é um interlúdio de pouco menos de um minuto, que abre espaço para “World Deserves”, outro interlúdio, que traz novas sonoridades ao ouvido até então, com sons caóticos de guitarra e camadas sonoras que a tornam a melhor faixa do play.

Exylle ao vivo no Hangar, em Curitiba (foto: Angela Missawa)

A faixa “Dehumanization” é outro ponto alto, direta ao ponto com seus três minutos e tantos. “Immortal Dies”, que ganhou videoclipe, fecha o play reunindo sonoramente todas as nuances ouvidas nas faixas anteriores. O todo apresentado no álbum Exylle é convincente, e aponta para um futuro promissor. Com oito músicas de fato – excetuando-se os dois interlúdios – e 40 minutos de duração, o trabalho vai direto ao ponto, e não cansa. O primeiro passo foi dado. Como a banda toca direto por aí e recentemente trocou de baterista, a evolução é iminente e inevitável.

MÚSICAS
1. Legacy of Chaos (04:52)
2. I Am Neither Innocent (05:10)
3. God Decreed to Rape (04:21)
4. Burn Your Leaders (05:44)
5. The Goat (04:54)
6. Dead When Born the Church (04:48)
7. G.A (00:51)
8. World Deserves (00:53)
9. Dehumanization (03:22)
10. Immortal Dies (05:13)

1 comentário em “[Resenha] Exylle lança disco de estreia pela produtora Quiat”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s