[Cobertura] Lacuna Coil abre agenda de shows internacionais em Curitiba com show mágico no Tork N’Roll

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Lacuna Coil
Tork N’Roll
Curitiba/PR
12 de fevereiro de 2020

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Pela sexta vez no Brasil nos últimos 10 anos, o Lacuna Coil se apresentou pela segunda vez em Curitiba, agora divulgando o excelente disco Black Anima. O grupo italiano tocou numa casa maior, o Tork N’Roll, que recebeu um bom público, empolgado por ver Andrea Ferro, Cristina Scabbia e Marco Coti Zelati, membros originais da banda formada em Milão, no ano de 1994. Antes de escolherem o nome atual, em 97, eles se chamaram Sleep of Right e Ethereal.

A abertura da noite, com pontualidade americana (tão boa quanto a britânica) ficou com os meninos da Uncured, que apresenta um Metal moderno com certo groove e subiu ao palco às 20h. O som do quarteto de Nova Iorque chamou a atenção da parcela de público localizada mais a frente do palco, que correspondeu com aplausos e até mesmo eventuais coros. Era claro que a maioria dos presentes nunca havia ouvido o som dos garotos, mas eles deixaram uma boa impressão. A formação conta com os irmãos Zak Cox (21 anos) e Rex Cox (19), ambos responsáveis pelas guitarras e vocais, que fundaram o grupo em 2014, além do baixista Spencer Metala e do baterista Liam Manley.

Uncured (foto: Clovis Roman)

Em pouco menos de uma hora, eles apresentaram um repertório focado no mais recente disco, Epidemic, e alguma coisa do debut Medusa (2017). Ainda houve tempo para um agrado aos brasileiros, com a versão recém lançada pelos meninos de “Roots Bloody Roots”, do Sepultura. Tanto o pessoal curtiu que depois do show, muitas pessoas foram de encontro aos músicos – que ficaram passeando pela casa durante e depois do show do Lacuna Coil – para tirar fotos e conversar um pouco.

REPERTÓRIO
Resist the Infection
Sacrifice
Myopic
Desecration
Death Valley
Nothing But Disease
Opium Den
STWA
Roots Bloody Roots [Sepultura cover]
Blinded by Demise
Conquistador

Lacuna Coil (foto: Clovis Roman)

Chegava então a hora do Lacuna Coil, que também subiu ao palco no horário divulgado, 21h10. Durante a introdução da fantástica “Blood, Tears, Dust”, os músicos subiram ao palco um a um, até que Andrea e Cristina aparecem, causando comoção imediata na galera do gargarejo. O show foi dividido em duas partes, sendo a primeira delas mais voltada para os materiais mais recentes dos italianos. E essa divisão mostrou como o material dos discos Delirium e Black Anima são muito bons. Músicas como “Reckless”, “Save Me”, a já clássica “Layers of Time” e “My Demons” soaram grandiosas.

Ainda nesse primeiro bloco teve um dos maiores hits do Lacuna Coil, a grudenta “Heaven’s a Lie” e seu estupendo refrão, e também “Enjoy the Silence”, do Depeche Mode, uma versão pesada mas que não descaracterizou o clima da original. Impressionou também a qualidade do som e a performance absurdamente coesa de Scabbia. Com ela, a banda sai do palco para um intervalo de aproximadamente cinco minutos.

Lacuna Coil (foto: Clovis Roman)

No segundo ato, eles revisitaram seus primeiros álbuns, Unleashed Memories e In a Reverie, e teve até “Soul into Hades”, do primeiro EP auto-intitulado, de 1998. A faixa título de um dos discos antigos mais famosos aqui no Brasil, “Comalies”, foi um dos destaques. Apesar desse resgate histórico, foi “Veneficum”, o maior momento da parte derradeira do show. Antes de anunciar a saideira, a vocalista Cristina Scabbia disse para cada um “se livrar de cada pessoa tóxica ao seu redor, você não precisa delas”. Assim, “Nothing Stands in Our Way”, que versa positivamente sobre superar obstáculos da vida, encerrou o extenso show de 20 músicas.

Após a despedida do quinteto, o público se retirou lentamente da casa, e os comentários eram todos de que havia sido um grande show. Outro assunto abordado nas conversas era de que duas músicas tiveram suas ausências bastante sentidas: “My Wings”, do disco de estreia In A Reverie (1999) e também “Swamped”, adorada pelos fãs brasileiros e abertura do consagrado Comalies (2002). Foi uma noite gloriosa, que começou com o pé direito o calendário de grandes shows internacionais do ano na cidade.

REPERTÓRIO
Blood, Tears, Dust
Our Truth
Reckless
My Demons
Layers of Time
Downfall
The House Of Shame
Sword of Anger
Heaven’s a Lie
Save Me
Enjoy the Silence [Depeche Mode]
A Current Obsession
1.19
Veins of Glass
When A Dead Man Walks
Soul Into Hades
Tight Rope
Comalies
Veneficium
Nothing Stands in Our Way

GALERIA DE FOTOS

 

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