[Resenha] Manger Cadavre? – AntiAutoAjuda

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Manger Cadavre? – AntiAutoAjuda

Material gentilmente enviado por Collapse Agency

por Clovis Roman

A banda paulista Manger Cadavre? é formada por Nata Nachthexen (voz), Marcelo Dod (guitarra), Marcelo Kruszynski (bateria) e Jonas Morlock (baixo). Seu início se deu em 2011, lançando o single “Existimos”. Depois saiu o primeiro EP, Origem da Queda, com sua impressionante e belíssima capa. Os anos se passaram, outros registros apareceram e por fim, em 2019 chegou ao mercado fonográfico o primeiro álbum completo do quarteto, intitulado AntiAutoAjuda. Tendo se apresentado em grandes festivais nacionais como Setembro Negro, Oxigênio Festival, Abril Pro Rock, entre outros, a banda já percorreu todas as regiões do Brasil. Atualmente a Manger Cadavre? está em tour para divulgar esse álbum.

O Hardcore dá o tom nas partes rápidas em “Patologia Sistêmica”, que contrastam com as partes lentonas do meio, além da intro e do outro. Essa ao princípio, estranha fórmula, segue firme e forte com “Produtos do Medo”. Em “Fracassos”, a miscelânea de HC e Metal é bem explícita, e resulta numa das melhores faixas do play. No quesito velocidade, mais próximo do Crust, “Prefácio” se sobressai. O vocal aqui é um tanto mais inteligível, o que deixa evidente a preocupação do grupo em passar sua mensagem através das letras. “Há tempo para os Sonhadores” engana com sua intro dedilhada, que se mostra breve e se vai sem deixar rastros. O trabalho chega ao fim com “A Luta Como Cura”, mais cadenciada e com refrão forte.

Em “Caminhos de Ferro”, o grupo questiona o existir dentro de um sistema que dita as diretrizes de todos os aspectos de nossas vidas – isso, claro, se nos rendermos a tal: “Não pertencer ao que só existe dentro dessa máquina que dirige, define… Acelera a urgência em viver a vida de desejos impostos: Percursos definidos, metas a alcançar, automatização do sentir“, vocifera Nata.

Esse é um dos exemplos que demonstra claramente que o trampo do Manger Cadavre? vai direto ao ponto, sem muitas firulas. Na real, sem firula alguma. São 9 músicas em parcos 23 minutos. A grande sacada deles é nunca pecar pelo exagero. Cada riffs, frase, urro e batida tem um propósito. Nenhuma passagem é repetida mais do que deveria, tampouco menos. A proposta lírica é clara, politizado ao extremo, o som e coeso e é isso aí. O álbum gravado e mixado no Family Mob Studios, por Hugo Silva, e masterizado por David Menezes, é uma pauleira furiosa tanto sonoramente quanto por sua mensagem. Não tem meio termo.

MÚSICAS
1. Patologia Sistêmica
2. Produtos do Medo
3. Fracasso
4. Caminhos de Ferro
5. Hostil
6. Desmascarar as Mentiras
7. Prefácio
8. Há Tempo Para Os Sonhadores
9. A Luta Como Cura

Facebook: www.facebook.com/mangercadavre

Foto: Reprodução/Facebook

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