[Resenha] Necrofobia – Membership

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Necrofobia – Membership
(independente – nacional)

por Clovis Roman

O Necrofobia surgiu em meados dos anos 90, e estreou discograficamente com Dead Soul, em 2004. 15 anos mais tarde chegou a vez do segundo álbum, Membership, um considerável salto de qualidade. O quarteto de Thrash Metal de Ribeirão Preto/SP é formado por Romulo Felicio (guitarra e vocal), João Manechini (baixo), Rodrigo Tarelho (guitarra) e André Faggion (bateria). Tarelho substituiu Raphael Guzzardi, guitarrista que faleceu em 2013, e que foi homenageado nesse álbum com uma música.

“Silent Protest” é um Thrash Metal com nuances de Slayer (há referência maior?), enquanto a faixa-título “Membership” e “Perpetua 136” mostram algo mais próximo do que o estilo desenhou a partir dos anos 90. “Blindness” transborda peso, apesar de seu andamento moderado, característica que se mantém mesmo com a grande variação de riffs e passagens. Mais curta, mas com a mesma diretriz, “Rotten Brain” tem boas linhas de baixo.

Indo para algo mais caótico, “Real Fiction” conta com boas partes para a galera se quebrar nos shows. Aliás, se tocarem essa trinca ao vivo em sequência, seria bom manter uma equipe médica a postos. Com letra em português, “Apatia Social”, com traços de Hardcore americano, aposta em algo mais simples, rápido e agressivo. Para entender a letra, só lendo junto no encarte. Contrabalanceando, “Cemetery of Oblivion” traz vocais de apoio macabros, com andamento moderado, enquanto que “Circle of Trust” traz algo mais Rock/Stoner ao disco.

O dinamismo e profusão de riffs e passagens da ao álbum uma boa uniformidade. Quem sabe uma ou duas músicas faria com que o material fosse mais direto ao ponto. Mas nenhuma faixa chega a soar desnecessária, e uma em especial é indispensável: trata-se de “Devils Lap”, com letra agressiva, ótimo refrão e inúmeros momentos que devem ser violentos ao vivo. Tudo nela funciona, e é tranquilamente a melhor composição de Membership. A curtinha “Unused Rights” e a mais modernosa “Worthless Lifes” mantém o nível alto, abrindo caminho para a derradeira, “Guzzardi”.

A faixa “Guzzardi” é uma homenagem ao guitarrista Raphael Guzzardi, que faleceu em 2013 por dengue hemorrágica. Antes mesmo do álbum completo sair, o grupo já havia soltado um videoclipe da canção para prestar homenagem ao ex-integrante e amigo. A letra é a única em português – além de “Apatia Social” – e é um relato cru da tristeza dos amigos, é tudo direto, sem figuras de linguagem ou floreios; cada frase, cada palavra emana um sentimento. Belo momento.

E não há melhor maneira de fechar um ótimo disco com uma faixa poderosa, bastante pesada, outro flerte descarado com o Hardcore. O balanço final é muito positivo, e em 47 minutos o Necrofobia não deixa o ritmo cair um minuto sequer. Se ao vivo a banda demonstrar metade de toda essa violência, estamos no lucro.

Músicas
01. Membership
02. Silent Protest
03. Perpétua 136
04. Blindness
05. Rotten Brain
06. Real Fiction
07. Apatia Social
08. Cemetery of Oblivion
09. Circle of Trust
10. Devil´s Lap
11. Unused Right
12. Worthless Lives
13. Guzzardi (bônus)

Facebook: www.facebook.com/necrofobiabr
Site oficial: www.necrofobia.com.br

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