Crotchrot em momento inspirado de criação e subversão

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por Clovis Roman

O Goregrind com pitadas de pornografia e protesto é uma fórmula perigosa. Pode cair na piada pura e simples ou em clichês esquerdóides. Com o genial Brochas From Hell, de 2019 (cuja resenha você relembra aqui) o Crotchrot provou que tira de letra essa parada. E como um complemento do álbum, veio esse split 7 polegadas com o Gore.

O lado do quarteto dura cinco minutos e meio, espalhados em quatro singelas canções de amor. “Virilha Podre”, que já rolava ao vivo, ganhou aqui presença em um disco físico pela primeira vez. Os vocais extremamente agudos no final são muito divertidos. O tupá-tupá da bateria é convite instantâneo para uma dancinha despretensiosa. Mais bruta, com alguns blast-beats e muitos guturais, “Tesão de Vaca” já tinha aparecido por aí como single digital. Outra mais suingada é “Peito Bipolar”, uma das melhores coisas que esses malucos já compuseram. Vale destacar como o trabalho das guitarras de Cynthia é homogêneo e dá coesão a toda insanidade sonora. É o elemento que alicerça solidamente todo o resto.

E é de um ex-grupo dela que se trata a saideira “Glamour Grotesco”. O monstro goregrind cult Terrorgasmo é celebrado e revisitado de maneira honesta, com algumas diferenças, como a bateria menos reta nas partes rápidas e o fato da guitarra estar mais ‘pra frente’ que a versão original, evidenciando os riffs, além do andamento levemente mais moderado. Como eu já havia apontado anteriormente, a formação atual, com Muringa (voz), Angela (baixo), Cynthia (guitarra) e André (bateria) é, disparado, a melhor de todas. Certamente a pior de todas as coisas dessa quarentena que parece se arrastar infinitamente, é não poder ir a um show do Crotchrot.

Capa do compacto 7″.

O grind não pode parar
O Crotchrot entrou em 2020 com todo gás, participando com duas canções na coletânea antifascista “Disturbed Minds of Capitalism”, e com um split com o Infeccion Necrotizante, chamado Infectious Necrotchism. Nesse, eles participam com um punhado de faixas ao vivo, gravadas em Curitiba num show de 2018.

Com tanta coisa rolando, decidimos bater um papo com a galera, para contar toda essa efervescência musical. A banda explica como andam as coisas em época de coronavírus e tudo o mais relacionado ao seu trabalho.

A capa de Brochas From Hell já era bem chamativa, e agora essa do Infectious Necrotchism é ainda mais impactante, com representações de atos sexuais explícitos. Essa arte surgiu pronta para vocês ou os elementos foram sendo moldados em conjunto entre banda e artista?
Angela: O Andres (Ratta), do Infeccion, chamou a gente pra fazer esse split. A princípio não tínhamos sons novos e daí tivemos a ideia de fazer o split ao vivo. Ele falou com um tatuador lá de Bogotá (Colômbia) para fazer a arte. Só passei uma ideia de como poderia ser, o cara fez o restante e ficou muito bom, em minha opinião. Segue o link dele se alguém se interessar pelo trabalho dele: www.facebook.com/profile.php?id=100008218398549.

Andre: Eu sempre penso em deixar tudo na mão do artista. Se você chama determinada pessoa pra fazer, é porque você confia no trabalho e gosta do estilo dela.

Muringa: Na realidade eu acredito que a galera que contribuiu nas artes gráficas, no decorrer de nossos materiais, sentiu a efervescência ‘transirilhante’ de nosso roque brabo, aí ficaram tudo galudo! A gente inclusive pedia uma crítica social foda de conceito mas os desenhistas acabam indo contra nossa doutrinação esquerdopata e sai essas sem vergonhices todas. A gente não tem nada a ver com essas promiscuidades.

Vocês já estavam planejando lançar a gravação ao vivo que acabou entrando no Infectious Necrotchism? Vocês costumam gravar seus shows ou é uma vez ou outra apenas?
Angela: O lançamento deste Split não estava planejado, ainda mais no meio de uma pandemia. Mas o Ratta queria muito fazer um split e como tínhamos esses sons, concordamos em fazer o lançamento digital mesmo, com planos de lançar em tape ou vinil. Quem sabe? Se algum selo se interessar, é só entrar em contato. Não costumamos captar os shows, até gostaríamos, mas não temos recursos para pagar a captação. Com essa gravação, temos só mais um ao vivo. Esse show em particular foi o Ruído Fest 1, em 2018, em que tocamos com o Clã dos Mortos Cicatriz e Narcose. O Jonathan do Narcose foi quem organizou o rolê e fez a captação das bandas. No ano passado ele enviou a gravação já mixada, e ficou muito boa a qualidade. Estamos usando pra participar de coletâneas e splits, já que não temos sons novos gravados e sem previsão de gravar, devido ao que estamos vivendo.

Muringa: Seria lindo se tivéssemos a logística para gravar todos os shows, mas de vez em quando conseguimos uns resultados bacanas num conluio com os camaradas que assumem a empreitada de fazer os registros. Por exemplo, teve um roque desses, o segundo com o André na bateria, a captação ficou tão massa que serviu de referência para gravarmos o Brochas. Aí como foi o Michael (Clã dos Mortos Cicatriz) que fez essa preza, já tava tudo em casa!

Andre: Tivemos dois shows gravados. Um deles foi como uma pré[-produção] do Brochas [from Hell].

Vocês já pensaram em gravar algum show em áudio e vídeo para lançar em formato físico ou ao menos no digital?
Angela: Pensar em lançamento físico, a gente sempre pensa. Agora, concretizar isso são outros quinhentos.. São planos futuros.

André: Nossa, ótima ideia. Gravar um disco inteiro em 30 minutos. Topo.

Muringa: Olha que a ideia muito me agrada, hein? Adoraria conseguir captar a malemolência contida nos bailinhos, a energia dessa juventude marota nos passinhos alucinados e toda essa euforia do roque do capeta! Será que alguma grande banda realmente relevante para o cenário underground nacional, como o Dalborga, com o ânus em festa, chamasse a gente pra essa orgia audiovisual em forma de roque sinistro?

Contracapa do compacto em vinil transparente.

Vocês lançaram há alguns meses o split com o Gore, Impulso Abrupto Alucinado. A versão que possuo é transparente. O vinil chegou a sair em outras cores também? E por que a escolha do vinil em lugar do CD?
Angela: O Split com o GORE foi lançado numa edição limitada de 250 cópias só nessa cor mesmo, pois ficaria muito caro fazer em várias tonalidades. A escolha por vinil foi porque um vinilzinho é show de bola, eu particularmente sou suspeita pra falar disso pois amo vinil 7”, então nada mais gratificante do que fazer um 7” Ep, e com uma banda de amigos de longa data!

No Brochas from Hell vocês uma caralhada de gente fazendo participação fazendo vocais e backings. Pra que tanta gente?
Angela: Eu acho legal e todos que fizeram os backings são nossos manos, mas quem pode responder melhor é o Hugo, pois ele que convocou a galera [risos].

Muringa: A rapaziada que participou no Brochas [from Hell] vem de um convívio de longas datas e se identifica com nossa proposta de tupa-tupa sensual, naquela pegada mais transante subversiva. Além de admirar bastante os respectivos projetos musicais dos camaradas, considero uma maneira sagaz de celebrar o tempo que a gente tá na pista compartilhando dessa pira de undergrind. E no que depender da minha pessoa, sempre vai ter participação da galera que a gente considera. Viva a amizade e quem tem amigos não precisa de Deus (by Batata, o Poeta)!

Muringa soltando o gogó na reinauguração do Hangar, em meados de 2019 (foto: Clovis Roman).

Vocês gravaram tudo (Brochas from Hell e split) num dia só, durante o carnaval em fevereiro de 2019, não é? A ideia era captar a espontaneidade do grupo na gravação ou a real é que simplesmente não precisa ficar gastando dias e dias para gravar uma parada daora?
Angela: Sim, gravamos tudo no mesmo dia. O segredo é ir muito bem ensaiado pro estúdio, daí sai tudo rapidinho. Para o nosso tipo de som não há necessidade de ficar dias gravando e também não temos dinheiro pra pagar horas e horas de estúdio.

André: Penso que, por diversos motivos, quanto mais rápido melhor. 1) É mais barato; 2) Capta a espontaneidade do grupo, como você mesmo falou; 3) Ninguém tem tempo nem grana pra passar vários dias em estúdio; 4) Não precisa de superprodução; 5) Em poucas horas dá pra fazer muita coisa (apesar da ressaca).

Muringa: Realmente a gravação ocorreu mais ou menos nesse período e teve essa espontaneidade toda. Contudo, o resultado satisfatório se deve essencialmente ao tempo que estávamos ensaiando os sets e todo grau que o André deu pra banda ao assumir as baquetas. Claro que teve um fato etílico do dia anterior, que resultou numa ressaca monstra por parte de nosso camarada, que deve ter sido igualmente importante no produto final dos materiais em questão. Vale mencionar, inclusive, o fino trato que o menino Michael deu na captação, mixagem, ousadia, simpatia e alegria para o resultado ‘xou de bola’.

Sobraram outras faixas dessas sessões para serem usadas em algum futuro lançamento?
Angela: A gente até queria isso, mas não sobrou nenhum som. Agora temos que voltar aos ensaios e compor, temos acho que uns dois sons novos já.

Muringa: A gente gravou apenas esses sons na ocasião, mas seguimos nos conformes no processo de composição para material novo, apesar de não estarmos ensaiando em consideração as recomendações da OMS quanto a pandemia do COVID-19. Nos setlists mais recentes acrescentamos um som novo chamado “Fluxos Penianos”, e ao que tudo indica, a galera tem curtido. Aos poucos vamos incorporando mais coisa nova. Vai que vai.

Falando nisso, vocês já têm novos produtos para lançar nos próximos meses?
Angela: Não. Estávamos compondo quando o “ensaio” do fim do mundo começou [risos].

André, você é o integrante mais novo nessa formação, e pra mim você era a pessoa indicada para essa vaga desde sempre, até comentei isso com a Angela anteriormente, em um papo informal. Enfim, você já estava ligado no trampo do Crotchrot, ou apenas acompanhava mais a distância? Ou nem flagrava nada?
André: Primeiramente, agradeço por me considerar indicado pra tocar em uma banda tão foda. Eu já conhecia a banda e acompanhava sim. Não tínhamos grandes amizades, mas rolava muita consideração, já tínhamos dividido o palco algumas vezes, sempre nos encontrávamos no role e também em ensaios no 1234. Chegamos a nos reunir em casa uma vez, não me lembro por quê.

Angela em ação no Dalborga Fest, edição 2019 (foto: Clovis Roman).

Angela, você e a Cynthia são os pilares da banda, afinal vocês montaram o grupo e tal. Como vocês se conheceram e por fim decidiram criar o Crotchrot?
Angela: Meu caso com a Cynthia já é antigo. Conhecemos-nos em 1994/95. Eu fui num show em Londrina, em 1995 se não me engano, era um show da banda Entrails Massacre, da Alemanha, junto com o ROT e outras bandas. Fiquei na casa dela (ela disse que tinha medo de mim porque eu era “troozona” de preto, coturno, etc, e ela era hardcore, toda colorida [risos]), e só. Nunca mais nos vimos ou trocamos ideia. Em 2010, aqui em Curitiba, nos encontramos no Hangar e reatamos o caso. Ela estava com uma banda nova, o Terrorgasmo, que todos aqui em Curitiba conhecem ou ouviram falar. Começamos a andar juntas, o Terrorgasmo acabou e então chamei-a para tocar na minha antiga banda de grind-noisecore, a Necrose, pois tínhamos voltado e iríamos gravar um CD. Ela aceitou e assim foi. Depois que a Necrose encerrou definitivamente as atividades, pois não conseguiríamos continuar com a banda devido ao vocalista morar em Brasília e a logística ser difícil, conversamos sobre um novo projeto e eis que surge o Crotch Rot.

Cynthia: Conheci a Angela em 95, em Londrina, quando ela foi pra lá ver um show do Entrails Massacre, e posou em casa. Tínhamos o Marcelo do Rot como amigo comum e, como ele ia ficar em casa pro show, ela foi também. Mas depois perdemos contato e só fomos nos reencontrar novamente aqui em Curitiba, em 2010, num show do Profane Souls no Hangar. Daí, engatou a amizade. A ideia de montar a banda surgiu entre Angela, André do Offal e eu, fazer um goregrind dançante e divertido. Depois de um tempo, o André deixou a banda por motivos pessoais e a Angela e eu seguimos em frente. Tivemos alguns vocalistas e vários bateristas até nossa formação atual, que está bem bacana.

E Cynthia, antes do Crotchrot você tocava no Terrorgasmo. O que rolou pra banda acabar?
Cynthia: Sim, eu tocava guitarra no trio, com o Vumito na batera/backing vocal e Virgílio nos vocais. A princípio, creio que houve algumas diferenças nos propósitos pessoais dos membros, mas a banda acabou mesmo quando o Virgílio se mudou para Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Cynthia no show de estreia, em 2014 (foto: Clovis Roman).

O som do Crotchrot tem referências de elementos totalmente fora dos estilos musicais agressivos, como o Funk Carioca de X-Gordinha. A ideia é ser eclético, incomodar ou fazer a galera nos shows dançar?
Angela: Tudo isso aí!
Cynthia: Todas as opções [risos].
Muringa: Tudo junto misturado!

Hugo, você é do Rio de Janeiro, essa pegada do Funk foi algo que veio de você? E como mesclou-se a parte lírica com o som em si?
Muringa: Quando você mora em comunidade boa parte da sua vida, percebe que não adianta bater de frente com a vizinhança tocando funk nas alturas, tampouco com as festas de rua que varavam a madrugada. E é muito dificil ser roqueirão das trevas trabalhado no visu nesse contexto. Sabe por causa de que? Se você lança uma blusa de banda, uns adereços satânicos e bota a cara na pista, a galera da tua rua vai te gastar fazendo grunhidos caricatos tais quais os vocalistas das bandas que você curte, te chamar para ir ao cemitério revirar as catatumbas, dentre outras gastações com roqueiro maluco. Aí não teve desenrole, me juntei a massa ‘fanqueira’, passei a escutar muita coisa de tabela quando ia soltar uma pipa no terraço de casa (vizinho lançava altos miami bass e demais classiqueiras) e desde a época do FxAx [N. do R.: Furunculo Anal, antiga banda de Muringa] eu queria sintetizar uma hibridização bacana do funk com o goregrind chave! Felizmente a estética se concretizou no Crotchrot, pois meus camaradas são mais do bonde do bailinho, não são ‘TrOO’ das trevas e querem mais é metaleiro retrógrado e pela saco se foda.

Eu lembro que te vi uma vez com o Furúnculo Anal, num fest que inclusive o Dalborga também tocou, e lá você também tocava guitarra. Quando você entrou no Crotchrot, rolou alguma conversa em ter duas guitas ou seria muita “metaleirice”?
Muringa: A ideia de ter duas guitarras nunca passou pela nossa cabeça, nem tanto pela metaleirice em questão. Acontece que a sonoridade não pede muito, talvez se a gente fosse mais ‘grooviado’? Sei lá, creio que comprometeria a proposta de ser mais direto e não me parece muito interessante tal alternativa. Sem contar que a outra guitarra me limitaria nas performances e na variedade dos vocais, também não sei fazer os malabares dessa galera que toca sinistramente bem!

André: “Metaleirice” [risos].

Muringa ‘praieiro’ em show no Dalborga Fest de 2016 (foto: Clovis Roman)

Hugo, você sempre usa uns ‘visu’ nos shows do Crotchrot. Como é ter que escolher um figurino para cada show? Você se preocupa em não ter repetições de vestimentas ou algo assim?
Muringa: Sinceramente esse bagulho de ‘visu’ foi um caminho sem volta da minha vida e demanda uma logística fudidamente penosa, porque tem o esquema todo de trocar a vestimenta naquele tempinho de intro marota e emendar o roque seguinte. Haja emoção! Sem contar que definir a indumentária nem sempre é uma tarefa articulada com aquela merecida antecedência e por conta disso, muitas vezes meus camaradas não fazem ideia do que eu vou usar, nem eu sei bem. Pinta uma ideia doida e lá vou eu correr atrás de tudo em cima da hora. Quanto a preocupação de variar nos visus, nem sempre rola, apesar que muita coisa vira pijama, inevitavelmente preciso repetir, sobretudo quando a gente viaja e tem muita data no rolé. Nem sempre rola primar pela originalidade, mas segue o baile!

André: Eu só fico sabendo do figurino na hora que ele sobe no palco. Muitas vezes dou muita risada e até perco o tempo da batida na introdução [risos].

Angela: Eu também só fico sabendo minutos antes do show, é um kinder ovo, sempre tem surpresa.

Cynthia, você também umas roupas muito loucas, desde as épocas de Terrorgasmo, mas me parece que não é em todos os shows, só às vezes. Como funciona essa parada, depende do momento de usar ou não uma vestimenta descolada?
Cynthia: Essa de visu começou no Terrorgasmo, nada muito planejado. No primeiro show, decidi tocar de calcinha de oncinha e espartilho, daí foi bola de neve, todo show tinha que ter um ‘visu’ diferente. E, cá entre nós, isso dá um trampo danado! Além de demandar uma grana. No Crotchrot, a priori, não uso visu. Mas teve a vez do Intervenção Cultural de Rancharia, que usei uma fantasia massa (herança do Terrorgasmo, aliás), fazendo par com o Muringa. Eu de diaba e ele de “coxinha”, com o uniforme canarinho. Entrei dando chicotadas nele e berrei: “Coxinha é o caralho! Aqui é xanatocracia, porra!”. Foi muito legal [risos].

Numa entrevista das antigas, lembro-me que o Hugo citou, na galhofa, que o Pata de Camêlo era como uma homenagem à MC Mayara. Quem sabe uma parceria com ela em algum som não seria algo cabuloso (no sentido bacana) de se fazer? Ou vocês acham que algo do tipo poderia desvirtuar a ideia temática da banda?
André: Acho q seria daora, mas não sei se ambos os públicos entenderiam. De nossa parte, não teria problema nenhum, mas não sei se pra ela seria legal.

Cynthia: Acho excelente a ideia, mesmo porque compartilhamos de algumas opiniões, como ser contrári@s ao sexismo e à homofobia.

Muringa: Esse desenrole seria bacana demais! Não vejo nenhum problema e caguei pra cartilha do ‘redbenze’. Aí logo confabulo uns feat. de MC Mayara, Valeska Popozuda, MC Carol, Marli, Mulher Pepita, Ednaldo Pereira. Ia tirar a maior onda.

Falando no Pata de Camelo, antes dele sair vocês já faziam shows por aí. Pelo que me consta a estreia do grupo ao vivo foi num Dalborga Fest, não foi? Era um show no Opera Video Bar, que ia até ter uns colombianos, mas acho que eles não foram e daí o Poison Beer tocou no lugar. Lembram desse rolê? Como foi para vocês essa estreia?
Angela: Acho que tocamos antes num Barulho fest que foi no antigo Opera também, lembro disso pois tem fotos e era o primeiro baterista da banda ainda. Eu lembro que nesse Dalborga que você e o Bin organizaram, nenhum apareceu no dia [risos].
[N. do R.: Foram eventos distintos. A situação citada por último foi em 2016]

Muringa: Caraca, esse show foi ‘mór doidera’. Não me recordo o por que dos colombianos não terem colado, também não lembro da ordem das bandas, mas esse show pra descabaçar o roque foi massa mesmo, um pouco travado, muito tempo sem assumir essencialmente os vocais numa banda. Lembro também que o set foi praticamente o Pata de Camelo todo [N. do R.: primeiro disquinho do grupo], durou nem quinze minutos direito [risos]. Naipe grindcore, dez minutinhos de alegria [risos]. Bem divertido!

Há alguns anos estava para sair um tributo ao Lymphatic Phlegm, que acabou não vingando. Vocês chegaram a gravar a cover pra esse CD ou nem deu tempo? Caso tenham gravado, pretendem lançar algum dia?
Angela: Uma pena não ter vingado esse projeto. Gravamos sim e lançamos o som em formato digital, no youtube, somente. Segue o link pra quem quiser sacar:
www.youtube.com/watch?v=wuT0YO2494Q

Outra parada que a banda gravou há algum tempo foi uma versão de “They Don’t Care About Us”, de Michael Jackson. Como se deu essa escolha e há planos de lançá-la?
Angela: Doidices de Crotch Rot. Ela tá aqui guardadinha, podemos pensar em jogar na roda da internet!!!

Nesses momentos em que vivemos, sem shows e tal, vocês já cogitaram fazer uma live do Crotchrot? Ou é muito mainstream?
André: É muito mainstream, mas rolou algo parecido esses dias no facebook. Eu mandei uma filmagem minha com uma linha de batera.

Angela: Rolou um som pra um site da gringa, foi divertido! www.facebook.com/events/522670801777567/permalink/529487707762543

Muringa: A gente até tentou numa iniciativa nas gringas mas deu bode, não temos aquela logística toda pra lançar uma live na moral, mas se tiver alguma mesa redonda pra discutir Jojo Bizarre Adventures com Leo Dias de mediador, pode me convidar que eu tô dentro!

Foto promocional da formação atual do Crotchrot.

Deixem suas mensagens finais, para quem quer que seja.
Angela: Abraço pra galera que curte a gente e que não curte também [risos]. E obrigada Clóvis por ceder seu tempo a nós.
André: Abração pra todo mundo que leu a entrevista até aqui.

Cynthia: Muito obrigada pela oportunidade, é sempre bom responder perguntas de quem sabe o que está falando, conhece a banda e tals. Um grande abraço a tod@s e força na peruca!

Muringa: Muito obrigado pela preza toda, desculpa qualquer coisa e grande [abraço] pro senhor, pra todo mundo que tá lendo, dançou com a gente, pra meus confrades e comadres de banda, enfim. Sambarilove geração! Escove os dentes, coma sempre os vegetais e faça exercícios pra deitar bolsopela projetinho de tupinazi na porrada! Beijo no coração!

Fotos: Todas por Clovis Roman, entre 2014 e 2019.

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