[Resenha] Behavior – Morbid Obsession

um comentário

Behavior – Morbid Obsession
(material gentilmente enviado por Sangue Frio Produções)

por Clovis Roman

O grupo baiano de death metal Behavior surgiu em 2007, e seguiu o caminho natural de bandas autorais: gravou demos, chegou ao disco de estreia e experimentou diversas mudanças de formação. Depois do debut Awakening of Madness (2012), o grupo chegou a ficar um tempo em hiato, voltando com tudo em 2018 com seu segundo petardo, Morbid Obsession. 

Após uma introdução que, como todas as outras do universo, nada acrescenta ao produto final, o negócio começa de fato com “Death Metal Force”, com riffs agonizantes e vocais guturais pútridos, fazendo jus ao estilo mencionado em seu título. A faixa título também aposta no andamento moderado, com riffs sólidos e aqui, com algo mais minimalista nas linhas de bateria. A melodia das guitarras e os solos remetem a coisas que o Death fez lá na época do Spiritual Healing; bela referência, não? Mas o primeiro golaço de placa do álbum é a colossal “Ancient Cult of the Obscene”, que até videoclipe ganhou. Um som angustiante, bruto, lembrando muito as melhores partes da atual fase do Behemoth.

“Corpses on the Road” pisa no acelerador, e é mais uma que traz excelentes solos de guitarra em meio a partes velozes e outras nem tanto, mas que convergem entre si quanto o tema é peso. Com uma introdução demorada e nuances thrash metal, “Devour of Purity” finalmente atinge seu ápice aos dois minutos, e daí até o fim, é mais um som com ares de grandiosidade. Enquanto “Asphyxiated” mantém as diretrizes, “Our Flesh Shall Feed the Earth” traz algo de hardcore (algo que havia sido apenas sugerido, de leve, em “Morbid Obsession”) para o andamento, carregando em si algo de uma tosqueira formidável. Na música oito, de nove, o disco ainda soa empolgante e prende a atenção. Grande trunfo.

O épico “Ars Goetia”, com seis minutos, funcionada como um ‘outro‘ ao ser um amálgama dos elementos apresentados até então. O trabalho conta com diversas participações especiais, como Jafet Amoêdo, do Malefactor (que chegou a integrar o Behavior por um tempo, nos primórdios), Vitor Rodrigues (ex-Voodoopriest, ex-Torture Squad) e Daniel Azevedo (Alchimist, ex-JackDevil). Esse clima quase que festivo não afetou o som, que permanece bruto e agressivo durante toda a audição dos 43 minutos de Morbid Obsession. Disco indispensável para quem apoia o metal nacional e para fãs de death metal.

Em julho último, o Behavior lançou o single “Necrophagic Necrophilia”, que contou com a faixa-título gravada e produzida no Subsolo Estúdio por Rodrigo Hohlenwerger – e que estará no próximo full length – e uma segunda faixa, bônus, não lançada no primeiro álbum Awakening of Madness.

Confira o single no Spotify https://open.spotify.com/album/6Dxcc1NPEhO6j3q9E62Gwg 

Músicas

  1. Within the Gloomy Pandemonium
  2. Death Metal Force
  3. Morbid Obsession
  4. Ancient Cult of the Obscene
  5. Corpses on the Road
  6. Devourer of Purity
  7. Asphyxiated
  8. Our Flesh Shall Feed the Earth
  9. Ars Goetia

Informações
Facebook: https://www.facebook.com/BehaviorOfficial
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCdTNLevIebzzWxakfFyQtaA
Instagram: https://instagram.com/behaviordm

1 comentário em “[Resenha] Behavior – Morbid Obsession”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s