[Entrevista] Phil Campbell and the Bastard Sons

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O Phil Campbell and the Bastard Sons está divulgando seu mais recente álbum. A banda é formada pelo ex-guitarrista do Motörhead, Phil Campbell, ao lado de seus filhos e do vocalista Neil Starrs. A formação é: Phil Campbell (guitarra), Todd Campbell (guitarra), Dane Campbell (bateria), Tyla Campbell (baixo) e Neil Starrs (vocal).

Saiu no último dia 13 de novembro o segundo disco do grupo sediado em País de Gales: We’re the Bastards! Confira nossa entrevista com Tyla Campbell.

Kenia Cordeiro: Como veio a ideia de fazer a banda. Seu pai chegou e falou: “Vamos fazer uma banda e tocar juntos?” ou algo assim?

Tyla Campbell: Sim, na verdade foi algo que aconteceu anos antes de nos tornarmos Phil Campbell and the Bastard Sons . Era a festa de aniversário do Todd, acho que talvez foi em 2002 ou 2003. Sim, 2002. E nos reunimos para tocar. Tivemos um intervalo, e depois fizemos um teste com meu pai, uma pequena jam, tocando algumas músicas com cantores diferentes. E Neil, bom, nós todos conhecemos há anos, nós tocamos em muitos shows com nossa outra banda juntos. Eu achei divertido. A propósito, agendamos alguns shows tocando algumas músicas do Motörhead. Conseguimos alguns shows divertidos de covers, costumávamos tocar nossas músicas favoritas e as do Motörhead. E então, Lemmy faleceu em 2015. Phil teve seis meses para si mesmo porque, você sabe, não sabíamos o que fazer. Porém, ele queria continuar com a música, sabe? Foi então que decidimos começar a escrever material original e mudar o nome de Phil Campbell’s All Starr Band para Phil Campbell and the Bastard Sons. Então, sim, isso foi em 2016.

Kenia: Como a banda está lidando com esta situação atual de pandemia e tudo o mais? Vocês pensam em realizar alguma ‘ação de quarentena’, como ‘live sessions’ nas redes sociais ou algo do gênero?

Tyla: Então, não fizemos nenhum show ao vivo ou de quarentena, mas estamos para lançar algo onde gravei algumas músicas. Quando eu estava no estúdio, [filmamos] e montamos as filmagens, e então terá partes de muitos shows. Essa é uma das coisas que fizemos. Acho uma pena que não possamos fazer nenhum show. Somos uma banda que meio que pertence ao palco, tocando ao vivo em frente de todos os nossos fãs. Mas vamos manter os dedos cruzados, pois tivemos algumas boas notícias sobre vacinas. Então, dedos cruzados para que no próximo verão (N. do R.: o nosso inverno aqui no Brasil) possamos estar mais próximos da normalidade. Vamos continuar positivos.

Phil Campbell and the Bastard Sons.

Kenia: Há algumas datas de shows no site de vocês, no Michael Schenker Fest. Estes shows vão rolar ou serão postergados?

Tyla: Eles deveriam ter acontecido originalmente em abril deste ano. Entramos em quarentena em março, então eles perderam a data deste show, e os remarcaram para dezembro. E não ouvi nada do Michael Schenker Group, nem de agente de shows, mas imagino que eles serão remarcados para o próximo ano. Ainda não sabemos, mas teremos que aguardar para ver, pois ele são a banda principal. Então, só nos resta esperar para ver qual será o próximo movimento deles.

Kenia: Qual é a diferença entre o novo álbum e o anterior?

Tyla: Eu acho que com o tempo estamos meio que nos acostumando uns com os outros como compositores; você sabe, todas essas coisas estão relacionadas. Mas estamos todos em bandas separadas e tivemos bandas com Neil, então meio conhecíamos uns aos outros, escrevendo músicas juntos. Eu acho que nós meio que progredimos um pouco mais nesse álbum e meio que chegamos ao nosso som. Acho que nós saímos um pouco mais da caixa em algumas músicas como “Desert Song”, “Waves” e “Born to Roam”. Não é apenas uma música hard rock genérica, é algo um pouco mais como um blues ou um country tentando uma carreira. Acho que nos acostumamos um pouco mais a escrever músicas juntos, acho que você pode ouvir isso neste novo álbum.

Kenia: Vocês tem agora dois álbuns lançados. A banda continuará tocando algumas músicas do Motörhead nos shows?

Tyla: Acho que sempre tocaremos algumas músicas do Motörhead. Bom, você sabe, grande parte dos nossos fãs são fãs do Motörhead, que vem nos ver obviamente por causa do Phil. Mas, conforme progredimos com os álbuns, devemos mudar isto para apenas três ou quatro [sons do Motörhead]. Mas sim, é sempre divertido tocar músicas do Motörhead para os fãs. Você sabe, nós temos algo variado, um tanto de material original, algumas das músicas do Motörhead que normalmente tocamos, e uma cover para descontrair.

Kenia: Vocês tocam músicas do Motörhead, mas eu quero saber o inverso: quais bandas vocês acham que fariam um bom cover de alguma música de Phil Campbell and the Bastard Sons?

Tyla: Oh! Esta foi boa. Eu vou com Clutch, você já ouviu Clutch?

Kenia: Acho que não.

Tyla: Oh, ok. Eles abriram para o Motörhead alguns anos atrás. Eles são uma banda americana, se escreve C-L-U-T-C-H. Sim, eu acho que eles são uma grande banda. Eles são um tipo de banda de stoner rock/groovy. Não somos uma banda de rock stoner, apenas temos alguns riffs mais ‘groovy’. Em nosso EP de estreia autointitulado, há uma música chamada “Spider”, que eu imagino que eles poderiam fazer um ótimo cover dela. Então é isto, minha resposta é Clutch.

A capa de We’re The Bastards, por Matt Riste.

Kenia: A arte da capa do novo álbum é incrível. Qual é o conceito da capa e quem fez as ilustrações?

Tyla: Trabalhamos com a mesma pessoa que fez nosso primeiro álbum, o The Age of Absurdity. O nome dele é Matt Riste, ele é de País de Gales. Além disso, nós o conhecemos há anos, mas sim, ele desenha tudo com pontos, é uma maneira impressionante de lidar com as coisas. Acho que fazemos parte de uma espécie de velha escola, gostamos de nos esforçar com a arte da capa e o lançamento físico do álbum, eu acho isso ótimo. Eu escrevo um tema para cada álbum, no primeiro álbum era um tema circense. Para este novo álbum, não tenho certeza de quem teve a ideia, acho que foi Mark, o próprio artista. Todos nós meio que gostamos das séries de comédia britânicas chamadas Blackadder e Monty Python. Então, achamos que era uma ótima ideia. Como sempre, eles nunca nos decepcionam. Mal posso esperar para que todos abram seus CDs ou abram seus vinis e vejam toda a arte lá dentro.

Kenia: Como é a dinâmica de uma banda ao lado de seu pai e seus irmãos?

Tyla: Não vou dizer que não discutimos, mas estar em uma banda é como estar em uma família de qualquer maneira, com os acordos e divergências e algumas provações. É muito fácil tocarmos juntos. Meu pai disse em uma entrevista que às vezes ele nem percebe que está tocando com seus filhos, que ele está apenas tocando com uma pequena banda de rock. Portanto, é bastante interessante. No final do dia não há muita diferença por estarmos ao mesmo tempo em uma banda e sermos da família.

Kenia: Vocês tem algum plano de vir ao Brasil?

Tyla: Nós estamos vendo isto e estávamos bem próximos para algo este ano. Espero que tudo volte ao normal logo para voltarmos a negociar algo; shows na Europa e no Reino Unido são mais fáceis de serem simplesmente reagendados para o próximo ano.  Porém, se estamos meio que agendados com uma turnê pela América do Sul ou EUA para o próximo ano, é mais difícil planejar essas longas distâncias, pois isto pode gerar uma grande perda de dinheiro caso não vá pra frente devido a pandemia de coronavírus que ainda está por aí. Mas sim, assim que voltarmos à normalidade, tenho certeza que vamos atrás disso. Eu sei que a América do Sul é incrível, eu sei que a base de fãs do Motörhead lá é insana, então dedos cruzados podemos fazer isso acontecer no próximo ano ou dois.

Kenia: Sim, definitivamente estamos ansiosos por isto! De volta ao álbum: Você poderia explicar a letra da música Son of a Gun?

Tyla: Eu não sei quem chegou com a ideia para o Neil, para que ele escreve as letras. Há muitas diferentes interpretações e não conseguimos interpretar como ele se sente. Neil usa algumas metáforas nas letras às vezes. Ele provavelmente estava muito bravo com algo quando escreveu a letra, é tudo o que posso dizer.

Kenia: Muito obrigado pela entrevista. Há algo mais que você gostaria de acrescentar aos seus fãs brasileiros?

Tyla: Curtam o novo álbum! Sempre tive vontade de ir ao Brasil, então vamos cruzar os dedos para quando tudo isso acabar, fazermos uma grande turnê na América do Sul e fazermos algumas datas no Brasil. Muito obrigado pela entrevista. Espero que todos fiquem o mais seguros possível.

Kenia: Ok, muito obrigado, tenha um ótimo dia e espero vê-lo em breve

Tyla: Sim, eu também! Tchau.

Compre o álbum: http://nblast.de/PCATBS-WereTheBastards
Ouça nas principais plataformas digitais: https://backl.ink/142763629

Informações:
Facebook: https://www.facebook.com/PhilCampbellATBS
Site oficial: http://www.philcampbell.net

Fotos: Divulgação/N.B.

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