[Resenha] Opera Diabolicus – Death on a Pale Horse

Opera Diabolicus – Death on a Pale Horse
(Shinigami Records / Nacional)

Material gentilmente enviado por Shinigami Records

Por Clovis Roman

O segundo álbum do grupo sueco Opera Diabolicus chega ao mercado brasileiro pela conceituada Shinigami Records. O trabalho encabeçado por Adrian de Crow (baixo) e David Grimoire (guitarra, teclados e vocal) reúne uma constelação de músicos renomados, como o vocalista Mats Levén, o multitalentos Snowy Shaw e os guitarristas Andy La Rocque e Michael Denner, o tecladista brasileiro Ronaldo Rodrigues e mais uma galera de peso. Mesmo com 16 músicos creditados no encarte, o trabalho é coeso, homogêneo e arrebatador.

O disco condensa heavy metal, gótico, doom e progressivo, em uma combinação tão bem lapidada que não tem com não se surpreender. A introdução “Listen Everydody” coloca o ouvinte em um ambiente claustrofóbico de tensão, o guiando para a pesada “Bring Out Your Dead”, com orquestrações pontuais e uma performance sensacional de Léven, como esperado. O timbre único do vocalista sueco parece se encaixar em qualquer cenário, e aqui não é diferente. Em todo o CD os vocais estão a cargo do grandioso Mats Léven (Therion, Krux, Candlemass, entre outros), sempre primoroso.

Com a dupla de guitarras da atual banda de King Diamond, “Second Coming” reúne Andy La Rocque (Mercyful Gate, Death) e Michael Denner (Mercyful Fate, Denner’s Inferno, Force of Evil) em uma composição pomposa, com ares de grandiosidade e terror. Aliás, a proposta musical do Opera Diabolicus é oferecer aos ouvintes uma espécie de horror metal, baseada em riffs macabros e teclados fúnebres, porém sem cair no marasmo. É uma fórmula complexa, mas que os alquimistas Adrian e Grimoire transformam em ouro com extrema facilidade.

A produção de Grimoire e a mixagem e masterização do renomado Jens Bogren deixaram o som cheio, nítido, praticamente irretocável. A imponente “Siren’s Call” evoca referências de Krux e Candlemass da última década, tem riffs imponentemente lôbregos e partes dedilhadas, que deixariam Leif Edling orgulhoso. A faixa é inspirada na antiga criatura da mitologia grega The Siren (A Sereia). Mesmo correndo o risco de cair na repetição, é necessário frisar que novamente a interpretação de Léven é primorosa, mostrando seus timbres mais agudos, porém sem exageros, como fez em momentos no passado. A linha de bateria do monstruosos Snowy Shaw também salta aos ouvidos, assim como os versos finais, algo mais próximo ao Ghost.

Repleto de canções extensas, o álbum tem média de mais de seis minutos de duração por faixa (desconsiderando a introdução), mas nunca soa cansativo. Mais enérgica, com guitarras velozes que cruzam Mercyful Fate e Children of Bodom, “Darkest Doom on the Brightest of Days” conta com intervenções da cantora Madeleine Liljestam (Eleine) e mantém a qualidade e a uniformidade musical. Impossível apertar o play neste CD e não ouví-lo na íntegra.

Falando em Shaw, em “A Song of Detestation” ele ataca também como vocalista, função que desenvolve praticamente com a mesma destreza com a qual segura as baquetas. No âmbito geral, o timbre diferente dá uma quebrada, mas não torna a audição vacilante, até mesmo porque a faixa é outro colosso no quesito composição. O solo de teclado no meio é outro ponto que remete ao Ghost. Tudo com extremo bom gosto. A balada “Little Sister” é uma balada guiada por teclado e versos sussurrados, antecedendo “Night Demon”, veloz e com similaridades com “Shadowplay”, faixa do disco homônimo do Abstrakt Algebra, projeto paralelo de Leif Edling (Candlemass, Krux), do qual Léven era vocalista. Com guitarras amparadas no heavy metal, principalmente nos solos, “Nighttime” é a despedida de uma obra de iniludível qualidade.

Para quem curte sons epopéicos, com orquestrações, como Therion ou Dimmu Borgir, este é um prato cheio. Na verdade, é indicado para qualquer um que queira ouvir música de qualidade e, inegavelmente, metal.

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Músicas

  1. Listen everybody
  2. Bring Out Your Dead
  3. Second Coming
  4. Siren’s Call
  5. Darkest Doom on the Brightest of Days
  6. A song of Detestation
  7. Little Sister
  8. Night Demon
  9. At Nighttime

Mais informações: https://www.instagram.com/opera_diabolicus_official

Foto: Divulgação/Johan_Carlen

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