Tarja em Curitiba/PR (25/10/2015)

Resenha do show de Tarja Turunen em Curitiba, por Clovis Roman.

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Tarja Turunen se apresentou na capital paranaense, como parte da última “perna” da turnê do álbum Colours in the Dark.

Cidade: Curitiba/PR
Data: 25 de outubro de 2015
Local: Vanilla Music Hall

Texto por Clovis Roman
Fotos por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Em sólida carreira solo há vários anos, Tarja Turunen retornou a Curitiba para apresentar o álbum Colours in the Dark, na última parte de sua turnê. O repertório apresentado foi basicamente o mesmo das outras cidades brasileiras, com seis canções do referido disco, além de outras tantas de seus demais trabalhos e algumas releituras.

A abertura ficou por conta de dois grupos locais: Semblant e Devil Sin. A primeira delas, que divulga Lunar Manifesto, mostrou estar bem coesa no palco, com a atual formação estabilizada já há algum tempo. A dupla de guitarristas formada por Sol Perez e Juliano Ribeiro está afiadíssima, e até arriscou ir mais próximo do público em determinado momento. Na liderança do grupo está o vocalista Sergio Mazul (ex-Ravenloft, ex-Maelström), que carrega o nome Semblant há uma década com extrema dedicação.

Semblant sem baixista.

O Devil Sin iniciou seu set menos de 5 minutos após o fim da Semblant, e manteve a galera do gargarejo entretida até a chegada da atração principal. Quem não conhecia a banda (a maioria, inclusive) foi conquistado de cara pelo frontman Kevan Gillies, que já chegou chamando todas as atenções para si. Durante o restante do repertório, ele conversou com a galera, ensinou refrães e até ofereceu ao povão um “Red Label” cheio. Para elucidar quaisquer dúvidas sobre o conteúdo, com intuito totalmente jornalístico, esse que vos escreve foi até a garrafa para provar a bebida. Era whisky mesmo. O show, que contou com sete canções, foi encerrado com “White Line Madness” e “New World Order”.

Devil Sin em ação!

Após um tanto de espera, sobe ao palco o tecladista Guillermo de Medio, que puxou os primeiros acordes de “Phantom of the Opera”, canção de Andrew Lloyd Webber, eternizada pela voz de Tarja no álbum Century Child, do Nightwish. Um a um, os membros da banda foram subindo ao palco: o baterista Nicolas Polo, o baixista Peter Barrett e os guitarristas Julian Barrett (irmão de Peter) e Alex Scholpp. Por fim, como manda o script, a grande estrela aparece, e canta com maestria inigualável a referida obra. Os gritos quase histéricos dos presentes as vezes ofuscam a voz de Tarja, que deu sequência ao espetáculo com “500 Letters”. Nessa, ao receber um monte de cartas dos fãs mais próximos, atirou-as para o alto, dando um ar teatral a apresentação.

Tarja Turunen e um de seus figurinos
Tarja Turunen e um de seus figurinos.

O repertório seguiu com algumas canções do atual trabalho, como as belíssimas “Neverlight” e “Deliverance” e outras vindas de seus registros anteriores, como “Anteroom of Death” e “Falling Awake” (What Lies Beneath, 2010) e “I Walk Alone” e “Ciaran’s Well” (My Winter Storm, 2007). Um grande momento veio com “No Bitter End”, composição inédita, que começou a ser tocada ao vivo nesses shows pelo Brasil. Um papel colado ao lado do setlist continha a letra, lida por Tarja, de maneira super discreta. Essa música fará parte do próximo disco da cantora, ainda sem título definido, que chegará as lojas no próximo ano.

Cantora finlandesa hipnotizou a galera com seu charme e simpatia.
Cantora finlandesa hipnotizou a galera com seu charme e simpatia.

Além da abertura, tivemos ainda outras releituras, como “Goldfinger”, trilha sonora do filme homônimo de James Bond, composta por John Barry, e claro, uma canção do Nightwish, “Slaying The Dreamer”, que causou um frenesi caótico na platéia. Para a parte final, ainda tivemos a ótima “Victim of Ritual” e o encerramento definitivo, “Until my Last Breath”, que em seus últimos acordes contou com a respiração ofegante de Tarja. Alguns ficaram na expectativa de conferir “Over the Hills and Far Away”, que não constava no setlist mas foi tocada um dia antes em São Paulo. Não foi dessa vez.

Repertório
The Phantom of the Opera (Andrew Lloyd Webber)
500 Letters
Ciarán’s Well
Falling Awake
I Walk Alone
Anteroom of Death
Never Enough
Dark Star
Neverlight
Until Silence
No Bitter End
Goldfinger (John Barry)
Deliverance

Victim of Ritual
Slaying the Dreamer (Nightwish)
Die Alive
Until My Last Breath

Vídeo
“Neverlight”

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