[Entrevista] Nos shows do Epica todos são bem vindos, independente de religião, orientação sexual e opinião, diz Mark Jansen

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O Epica teve em 2017 um de seus anos mais agitados, desde a sua fundação, lá nos idos de 2002, quando ainda se chamava Sahara Dust. A banda fez mais de 100 shows durante o ano, divulgando seu mais recente full-lenght, o colossal The Holographic Principle. Ainda dentro desse período, saiu o EP The Solace System, com sons registrados durante a gravação do disco supracitado, e nos últimos suspiros de 2017, outro EP chegou a superfície: Epica vs Attack on Titan Songs reúne versões que a banda criou para músicas do anime homônimo.

Ligamos para o guitarrista e fundador do grupo, Mark Jansen, para conversar sobre essa fase tão prolífica da banda, além de seus trabalhos paralelos, questões atuais da sociedade e claro, sobre os shows que farão no Brasil em março. O músico, sempre muito gentil, nos atendeu de maneira bastante amigável, o que rendeu uma entrevista bem bacana. Confira abaixo o papo completo, desde as saudações iniciais até o último adeus.

Também não deixe de conferir o papo que batemos com a vocalista Simone Simons, em abril último, aqui.


Mark Jansen: Boa noite!

Clovis Roman: Oi Mark, boa noite, como vai você?

Mark: Bem, obrigado, e você?

Clovis: Bem também! Eu sou Clovis e ao meu lado está a Kenia, e vamos conduzir esta entrevista contigo, ok?

Kenia Cordeiro: Oi!

Mark: Olá!

Kenia: Primeiramente, feliz aniversário! É um pouco tarde, mas ainda em tempo. [risos]

Mark: Muito obrigado. Nunca é tarde para este tipo de coisa, muito obrigado mesmo!

Clovis: No último show no Brasil, no Epic Metal Fest, vocês tocaram nove músicas de seu último álbum. Vocês estão planejando tocar mais músicas do The Holographic Principle novamente ou o setlist será diferente dessa vez?
Mark: Ah, o setlist definitivamente será diferente, porque sempre olhamos o que tocamos da última vez e tentamos mudar quantas músicas forem possíveis, para que ele fique completamente diferente do que da última vez em que estivemos naquela cidade. Então, em São Paulo teremos algo bem diferente do Epic Metal Fest, mas com muitas músicas que já foram tocadas. Nós ainda não vimos isso e também estamos abertos a sugestões, então quando muitas pessoas pedem uma música e querem ouvi-la, tentamos integrá-la ao setlist.

Kenia: Como vocês chegaram ao conceito das músicas de Epica VS Attack on Titan? E como foi o processo para adaptar as músicas ao estilo da banda?
Mark: Não fomos nós mesmos que tivemos a ideia. Os caras no Japão nos contataram e perguntaram se estávamos dispostos a isso, e definitivamente estávamos! Alguns de nós já haviam assistido a série e eu mesmo comecei a assistir depois do pedido, e também gostei da música. Então, dissemos sim e começamos o projeto como se estivéssemos começando um álbum novo, por exemplo. Fizemos versões do Epica para as músicas de Attack on Titan, então as ouvimos novamente como banda, mudamos os detalhes finais até que estivéssemos completamente satisfeitos, e as gravamos em estúdio com orquestra, como fizemos com o último álbum. Foi uma agenda intensa de gravações, e todos tivemos que fazer isso no meio da nossa turnê, então ficamos bem ocupados com esse projeto.

Clovis: Eu vi no seu site que vocês irão tocar essas faixas no Japão no mês que vem. Vocês também consideram tocá-las em shows regulares, ou mesmo na turnê brasileira?
Mark: Primeiramente, faremos apenas no Japão, mas no futuro, quando o álbum estiver disponível ao redor do mundo e as pessoas pedirem por isso, querendo ouvir músicas também desse EP, então poderemos tocar essas faixas mais frequentemente. Primeiramente é só no Japão, depois vamos ver o que acontece.

Clovis: Ainda sobre o setlist, muitos fãs no Brasil querem ouvir músicas do último EP, The Solace System. Há planos de tocar mais músicas desse EP, especialmente aqui no Brasil? Eu vi que vocês tocaram uma música dele na turnê pela Europa, certo?
Mark: Nós já tocamos duas músicas desse EP na turnê europeia: “Fight Your Demons” e “Wheel of Destiny”, são duas músicas que muitas pessoas estavam pedindo. Veremos o que vai acontecer, se as pessoas quiserem ouvir outras músicas ou vão preferir suas favoritas, não decidimos ainda. Primeiro vamos focar nesse show no Japão, e então, depois disso, vamos focar no setlist da turnê da América do Sul.

Kenia: Recentemente, a banda ganhou uma votação para gravar uma música com a Metropole Orkest, e a faixa escolhida foi Beyond the Matrix. Por que essa foi a escolha de vocês?
Mark: Nós pensamos muito sobre que música tocar. No começo, algumas pessoas sugeriram que tocássemos “Cry for the Moon”, já que é nossa música mais famosa. Mas havia um problema de direitos autorais, porque ela foi lançada pela nossa primeira gravadora, Transmission Records, e não tínhamos certeza se eles iriam concordar, o que nos deixou preocupados. Então decidimos ir para outra opção, e foi “Beyond the Matrix”. É uma música em que temos certeza de que a Nuclear Blast nos dará total apoio e não teremos nenhum problema legal.

Clovis: As músicas do Epica são sempre muito complexas, cheias de camadas nos arranjos… Vocês já pensaram em adotar uma “pegada” rock’n roll mais simples? Só com o básico, guitarras, baixo, bateria e vocal? Algo diferente do estilo usual de vocês?
Mark: Eu acho que uma música como “Immortal Melancholy” já é muito diferente do que costumamos fazer, mas uma música só com guitarras, baixo e bateria não é o que gostamos para o Epica. Nós curtimos experimentar, mas temos de encontrar elementos que se integrem ao estilo da banda. O lado metal, os riffs, os vocais da Simone, os guturais, os corais, a orquestra; esses são elementos que sempre queremos ter em cada música. Podemos não fazer isso o tempo todo, ou tudo isso de uma vez, mas só uma música com apenas guitarras, bateria e baixo, isso não soaria como o Epica. Se quisermos algo assim, podemos fazer em um projeto solo ou em algo completamente diferente.

Clovis: Falando em projetos paralelos, você tem planos de gravar um álbum solo, fazendo algo diferente, ou nunca pensou nisto seriamente?
Mark: Quem sabe no futuro eu faça um único álbum solo, puramente Death Metal. Aí sim será apenas guitarra, baixo, bateria e urros. Pra mim seria legal pois eu vim desse estilo. Quando eu era criança eu ouvia um monte de bandas Death Metal. Então eu acho que mais cedo ou mais tarde haverá um álbum de Death Metal [solo]. Mas no momento eu estou muito ocupado com o Epica e com minha outra banda, o Mayan – estamos gravando nosso terceiro álbum. Estou muito ocupado no momento, até porque estou também trabalhando no segundo álbum de Laura Macri, minha namorada. Tenho um monte de coisas para fazer, mas quando eu tiver um tempo livre no futuro, vou focar nesse álbum de Death Metal.

Kenia: E falando sobre coisas diferentes, você já tentou cantar com voz limpa em alguma das músicas do Epica?
Mark: Eu não sou muito chegado nisso! [risos] Eu acho que quando você canta com a voz limpa, você tem que ter uma boa técnica, algo que eu não tenho. Então eu não tentaria me enganar. Melhor deixar para quem tem uma voz limpa melhor que a minha.

Clovis: Qual artista você gostaria de convidar um dia para gravar em uma das músicas do Epica? Pode ser qualquer um.
Mark: Eu sou muito fã do Mikael Åkerfeldt, suas composições e sua voz – os urros e as vozes limpas, aliás [risos]. Ele seria uma grande opção. Já tentamos ver algumas vezes se ele estaria interessado. Ainda não rolou, mas quem sabe no futuro?

Clovis: Há cerca de uma semana, Bruce Dickinson declarou em uma entrevista que “não há espaço no Metal para manifestações nazistas”. Como você se sente em relação a isto? Você se incomoda que o estilo seja tão conservador, ao invés de ser transgressor? Não sei se você concorda comigo, mas o Metal tem se mostrado muito conservador hoje em dia…
Mark: O Metal ser conservador e manifestações nazistas são duas coisas completamente diferentes para mim. Acho o nazismo e esse tipo de extremismo nunca tem lugar no Metal. Isto é algo que ver de maneira diferente. Quando o Metal é conservador, acho que há outras maneiras de se tornar menos conservador e experimentar mais… Mas “Nazi Metal” é algo relacionado a 2ª Guerra Mundial, e eu acho que todos devem se manter distantes, afinal, todos nós sabemos o que aconteceu naquela época. É algo no qual devemos ser francamente contra.

Kenia: Você sabe que o Epica tem uma grande fanbase LGBTQ. qual sua relação com esta comunidade? Alguma mensagem para deixar para o pessoal?
Mark: Yeah! Nós temos fãs LGBTQ. Em nossos shows, todos são bem vindos. Além disso, independentemente da religião que as pessoas tenham, qualquer opinião, qualquer orientação sexual, para nós, todos são a mesma coisa, são iguais. E quando tocamos ao vivo, queremos que todos se divirtam. É algo que, relacionando com o papo sobre nazismo, eu vejo claramente na cena Metal: 80% tem a cabeça bem aberta. E há esses 20% que não aceitam coisas como pessoas serem gays. Eu acho isso vergonhoso, pois de onde eu venho, Holanda, nós somos muito adiantados nesses assuntos. Eu mesmo tenho um primo que é casado com um cara, isto é completamente normal para nós. Nós aceitamos casamentos de pessoas do mesmo gênero. Então eu não digo que todos os países devem ser tão abertos, mas nós apoiamos isto, e espero que as pessoas também respeitem nossa opinião sobre isso, mesmo que não concordem.

Clovis: Vocês já estão pensando em um próximo álbum de estúdio do Epica para 2018 ou não ainda?
Mark: No momento estou trabalhando duro no álbum do Mayan, este é meu foco total no momento. Nós no Epica concordamos em pegar um pouco mais leve, pois os últimos anos gastaram muita de nossa energia, estando sempre na estrada e compondo músicas. Quase não há tempo pra respirar. Dissemos uns aos outros para irmos mais devagar e trabalhar em um novo álbum do Epica quando estivermos energizados novamente, quando nossas baterias estiverem completamente recarregadas. E eu acho, também, por Quantum Enigma e The Holographic Principle serem dois álbuns muito bons, para fazer um novo ele deve ser pelo menos tão bom quanto esses dois. Então, não deve ser feito apressadamente, devemos tomar um tempo para isso e vir com algo realmente bom.

Clovis: Mark, quando eu entrevistei você em 2016, você me disse que Symbolic, do Death, é um de seus álbuns favoritos de todos os tempos. Eu quero que você me faça uma lista com seus cinco álbuns preferidos de Metal de todos os tempos. Você consegue?
Mark: Isto é difícil, e a lista muda todo dia, mas eu vou tentar. Vou por o Symbolic (Death) nessa lista, junto com The Final Experiment, do Ayreon; também o Mandylion, do The Gathering; Rest in Peace, do Megadeth; e o quinto álbum é, vamos ver [Mark hesita por alguns segundos] Blackwater Park, do Opeth.

Clovis: Valeu Mark, muito obrigado, tudo de bom. Esperamos vê-lo em março.

Mark: Claro, nós vemos por aí, boa noite!

Kenia: Obrigada, tchau.

Mark: Obrigado.


Confira abaixo uma galeria de fotos exclusiva de Mark Jansen em alguns de seus shows pelo Brasil através dos anos! Para informações sobre os shows no Brasil, clique aqui.

entrevista conduzida por Clovis Roman e Kenia Cordeiro
transcrição por Arianne Cordeiro
tradução por Arianne Cordeiro e Clovis Roman
Revisão por Kenia Cordeiro

>>> Produção de pauta por Clovis Roman, Kenia Cordeiro e Arianne Cordeiro, com auxilio dos integrantes do grupo Heavy Metal Manas; são eles:

Monik Alves
, que sugeriu perguntar sobre vindouras participações, assim como o Wesley Junior;
Edson Oliveira queria saber de um novo álbum;
o Vini queria saber se o Mark sabe cantar limpo, sem ser gutural;
a Raquel Pessamilio perguntou sobre um eventual disco solo do Mark;
a Biana Regan questionou se a banda já pensou em gravar algo mais simples, sem orquestrações e afins;
e o Drake Chrisdensen sugeriu perguntar sobre a relação da banda com o público LGBTQ.


ENGLISH
Mark Jansen
: Good evening.

Clovis Roman: Hi Mark, good evening, how are you?

Mark Jansen: Fine, thank you! And you?

Clovis Roman: We are fine too. I am Clovis and by my side is Kenia, and we are going to interview you.

Kenia Cordeiro: Hi!

Mark Jansen: Hello!

Kenia Cordeiro: First of all, happy birthday! It’s a bit late, but still in time 😀

Mark Jansen: Thank you! It’s never too late for that, thank you very much!

Kenia Cordeiro: You’re welcome…

Clovis Roman: On your last concert in Brazil, in Epica Metal Fest, you’ve played nine songs from your latest album… Are you planning to execute more songs from The Holographic Principle again or will the setlist be different this time?
Mark Jansen: Oh, the setlist will definitely be different, because we always look what we’ve played on the previous time and try to change as many as possible songs, so that it will be completely different from the last time that we were in the city. So, in São Paulo it will be very different from Epic Metal Fest, but with a lot of songs that were already played. We didn’t look at it yet and we are also open for suggestions, so when many people ask for a certain song and want to hear it, we try to integrate it in the setlist.

Kenia Cordeiro: How did you guys come with the idea of Epica VS Attack on Titan songs? And how was the proccess to adapt the songs to the band’s style?
Mark Jansen: We didn’t have the idea ourselves. The guys in Japan reached out to us and asked if we were up for doing this project, and we definitely were! Some of us had already watched the series and I, myself, started watching it after the request, and I also liked the music. So, we said yes and approached the project as we would approach recording a new album, for exemple. We made Epica versions of these tracks of Attack on Titan, then reheard the songs as a band, changed the final details until we were completely happy, and recorded them in the studio with an orchestra, like we recorded the last album. So, it was a quite intense recording schedule, and we all had to do it in between the tour that we were doing, so we were quite occupied by this project.

Clovis Roman: I have seen on your website that you guys are going to play these songs in Japan on the next month. Do you think about playing them also on other regular concerts, or even on the brazilian tour?
Mark Jansen: First, we will just do it in Japan, but in the future, when the album will be available worldwide and people ask for it, wishing to hear music from that EP as well, then we will definitely play it more often. First of all it’s just Japan, and then we will see what happens.

Clovis Roman: Still on the setlist, many fans in Brazil want to hear songs from the last EP, The Solace System. Are there plans to play any of these songs, specially here in Brazil? I have seen that you are playing one song of this EP in Europe, right?
Mark Jansen: We’ve played already two songs of the EP in the European tour: Fight Your Demons and Wheel of Destiny, those were two songs that a lot of people were asking for. We will see what happens, if people want to hear another song or the songs that are among their favorites, but we haven’t decided yet. We’ll first focus on the show in Japan, and then, after it, the aim will go to the setlist of the South American Tour.

Kenia Cordeiro: Recently, the band has won a contest to record a song with the well reputed Metropole Orkest, and the chosen track was Beyond the Matrix. Why did you guys choose that song?
Mark Jansen: We were thinking about what song to do. In the begging, some people suggested we’d play Cry for the Moon, as it is our most famous song, but it was still a rights issue, because it was released at our first record company, Transmission Records, and we were not sure they would agree, which gave us a hard time. So, we decided to go for another option, and it was Beyond the Matrix. It’s a song we know for sure that Nuclear Blast is giving us full support and that we will not have any legal issues.

Clovis Roman: Epica’s songs are always very complex, full of layers on the arrangements… Have you ever thought on taking a simpler and traditional rock’n roll aproach? With just the standard, like guitars, bass, drums and vocals? Something different from the common style of the band?
Mark Jansen: I think a song like Immortal Melancholy is already pretty different from what we usually do, but a song with just guitars, bass and drums is not what we like for Epica. We do like to experiment, but we have to find elements that integrate to the band’s style. The metal side, the riffs, Simone singing, the grunts, the choirs, the orchestra; these are elements that we want to have in every song. We can’t do this all the time or everything together, but just one song with just guitars, drums and bass, that would not sound like Epica. If we want to do it, we can do it in a side project or in something completely different.

Clovis Roman: Talking about side projects, do you have any plans to record a solo album, doing different stuff, or have you never thought seriously about that?
Mark Jansen: Maybe in the future I’ll do a one-time solo album, purely Death Metal, and then it will just be guitars, bass, drums and grunts. For me, it would be a cool thing to do, because I came from that style; when I was a kid, I listened to a lot of Death Metal bands. So, I think that sooner or later there will be a Death Metal album, but at the moment I am so occupied with Epica and also my other band Mayan – we are recording our third album, so at this moment I am very busy. We are also working on the second album of Laura Macri, my girlfriend. There are so many things to do, but whenever I have free time in the future, I will focus on that Death Metal album.

Kenia Cordeiro: Talking about different things, have you ever tried to sing with clean vocals on any Epica’s song?
Mark Jansen: That’s not really my cup of tea (laughs). I think that when you sing with clean vocals, you have to have a very good technique, which I don’t have, so I would not try to make a fool of myself. I think it’s better to leave that to the people that have a much better clean voice than I have.

Clovis Roman: Which artist would you like to invite to participate in one of Epica’s songs, if you could choose anyone?
Mark Jansen: I am really a fan of Mikael Åkerfeldt, his compositions and also his voice – the grunts and the clean voice, by the way (laughs), he would be a great option. We’ve tried already several times to reach out for him and he would be interested. So far it never happened yet, but who knows in the future.

Clovis Roman: A week ago, Bruce Dickinsion stated on an interview that there is no place in Metal for Nazi manifestations. How do you feel about that? Are you bothered that the style is too conservative, instead of being libertarian and transgressor? I don’t know if you agree with me, but I think that metal is too conservative these days.
Mark Jansen: Metal being too conservative and having Nazi manifestations are two completely different things, for me. I think that Nazi things or this kind of extremism have never a place in Metal, that’s something we have to see very differently. When Metal is conservative, I think there are other ways to get less conservative and experiment more… But the Nazi metal, that’s something related to World War II, I think that’s something that everybody should stay away from , because we all know what happened then. That’s something we should be very outspoken against.

Kenia Cordeiro: You know that Epica has a huge LGBTQ fanbase. What is your relation with the LGBTQ community? Any message to your fans that are a part of this group?
Mark Jansen: Yeah, we have quite some gay fans. In our shows everybody is very welcome. Also, whatever religion people have, whatever beliefs, whatever sexual orientation, for us, everybody is the same, is equal. And when we play a show we want everybody to have a good time. That’s also something that, together with the Nazi thing, I see that’s a big thing of the Metal scene: 80% of it is very open minded, and then there’s that 20% that won’t accept things like people being gay. And I think that’s a pity because, where I come from, in the Netherlands, we are very progressive towards these issues – I have also a cousin myself who is married to another guy – so for us is completely normal. We also accept marriage between people of the same gender, so I don’t say that every country has to be that open minded, but we support it and I hope that people also respect our opinion about that, even when they don’t agree.

Clovis Roman: Are you guys already thinking about a new Epica album for 2018 or not yet?
Mark Jansen: At the moment, I am working hard on the new Mayan album, that first has my complete focus. We agreed with Epica guys that we would take a little bit easy, because the last few years have taken a lot of our energy, constantly on the road and writing music. There was almost no time to breathe, and now we said to each other let’s take it a bit easy and work on a new Epica album whenever we feel completely energized again, when our batteries are fully recharged. And I think, also, because of The Quantum Enigma and The Holographic Principle, we have two albums on top of our game, so to make a new album, it has to be at least as good as these two. So, it should not be done too fast, we should take a time for it and come with something really good.

Clovis Roman: So, Mark, when I interviewed you in 2015, you said to me that one of your favorite albums of all time is Symbolic, from Death. I want you to tell me which are your top five Metal albums of all time, can you say it?
Mark Jansen: Yeah, that’s very hard and everyday it will be different, but I will do an attempt… So I will put Symbolic in this top five, and The Final Experiment, by Ayreon, and then I would also have Mandylion, by The Gathering, Rest in Peace, by Megadeth and the fifth album will be, let’s see… Blackwater Park, by Opeth.

Clovis: Thank you Mark, all the best. Hope to see you in march.

Mark: Yeah, see you there!

Kenia: Thank you, bye!

Mark: Thank you.

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