[Entrevista] Epica: “O mais importante é estarmos felizes com o que fazemos”

um comentário

O grupo holandês Epica está com sua volta ao Brasil marcada para outubro, dessa vez, para comemorar os 10 anos do disco Design your Universe. O álbum em questão é um marco na carreira da banda, que ali deu um grande salto na qualidade musical, algo que se tornou comum a cada disco, onde cada um supera seu antecessor. Eles farão dois shows no Brasil com esse repertório especial, que ainda não foi 100% revelado. Conversamos com o guitarrista e membro fundador Mark Jansen, com quem já havíamos conversado em outras oportunidades. No fim da matéria você encontra nossas outras entrevistas com eles, assim como as informações dos shows no Brasil.

O Epica alcançou um status de banda grande no Brasil, por diversos fatores. Além das composições primorosas e das estonteantes performances ao vivo, o grupo também conquistou uma legião de fãs por esses lados por ter algo de despojado em sua postura. Quem já viu o Epica ao vivo nota como eles se divertem ao vivo, o que os aproxima dos fãs. “Eu acredito que as pessoas também veem que quando estamos no palco nos divertimos muito, e elas apreciam nossos shows por isso“, comenta Mark.

Sobre a unidade sólida do Epica, que certamente reflete nesse ótimo momento que a banda atravessa: “O segredo de manter uma banda unida é se manter conversando. Muitas bandas acabam após um tempo pois os membros não estão mais se falando. Assim como qualquer outra banda, temos nossos altos e baixos, mas continuamos conversando sobre isso e tentamos mudar as coisas juntos, para manter todos felizes. Afinal, é o que é mais importante, sermos felizes com o que estamos fazendo“, explica.

Sobre o repertório, o guitarrista comenta que “o foco vai ser no álbum Design Your Universe, mas pretendemos tocar algumas antigas de outros álbuns dos primórdios, que não costumamos tocar com frequência“. Quando perguntamos se o disco em questão seria tocado na íntegra, ele despista: “Ainda estamos em dúvida se tocaremos na íntegra ou cerca de 75% dele. Pessoalmente, quando vou a um show e eu sei exatamente o que vai acontecer, fica um pouco chato pra mim“.

Mark Jansen em São Paulo, no Epic Metal Fest, 2016 (foto: Clovis Roman)

A ideia da turnê, explica Mark, era bem mais enxuta do que se tornou; são nove datas apenas na América Latina. “Queríamos fazer apenas três shows, um na Holanda, um na França [ambos sold-out] e um na Alemanha. Mas assim que anunciamos esses shows, muitos fãs começaram a pedir para irmos à outros países. Promotores também começaram a nos contatar. Íamos aumentando a turnê e mais propostas iam chegando. Então isso não foi algo planejado, apenas aconteceu. E isso nos deixou lisonjeados, e mostra que esse álbum deixou um grande impacto nesses últimos 10 anos”.

Sobre novos trabalhos, ele conta sobre a cautela da banda em não se apressar após o lançamento de The Holographic Principle: “Estamos trabalhando em um novo material. Nós quisemos tirar um tempo dessa vez, pois não queríamos nos apressar para ter um novo álbum tão depressa. Em cada álbum queremos fazer algo único e surpreendente, e o momento tem que ser certo para que possamos nos dedicar 100%. E esse momento chegou agora“. Sobre um registro ao vivo, o músico fala que “Durante a nossa jornada de 20 anos, temos 3 novos álbuns depois do show de 10 anos, então isso nos dá possibilidades suficientes para pensar em um novo registro ao vivo. Com ou sem orquestra, não sabemos ainda“.

Outro feito recente da banda foi a gravação de uma música ao lado de uma orquestra. Já havíamos conversado com eles sobre isso em dezembro de 2017, e novamente o assunto veio a tona: “Tínhamos escolhido inicialmente “Cry for the Moon”, mas ela foi lançada por nossa primeira gravadora [Transmission Records], cujo chefe tem agido de maneira um pouco mais difícil quanto ao catálogo mais antigo. Então decidimos mudar o foco para “Beyond the Matrix”, já que também é uma música cativante. Queríamos fazer algo único com ela e decidimos mixar o som típico da Metropole Orkest com o do Epica. Isso resultou em uma coisa estranha ao estilo Frank Zappa, mas muito interessante. As reações foram mistas, alguns amaram e outros não“, conta.

Para finalizar o papo, fizemos nossa pergunta clássica: Qual banda ele acha que faria uma cover legal do Epica. Mark respondeu sem titubear: “Eu acho que o Powerwolf faria uma boa versão de uma de nossas músicas. Eles sabem fazer essas coisas“.

Nossas outras entrevistas com o Epica:
Mark Jansen: https://acessomusic.com.br/2017/12/20/entrevista-mark-jansen-do-epica-todos-sao-bem-vindos-em-nossos-shows/

Simone Simons: https://acessomusic.com.br/2017/06/04/epica-entrevista-simone-simons-2017/

SERVIÇO – SÃO PAULO
Data: 26 de outubro de 2019 (sábado)
Local: Tropical Butantã
Endereço: Avenida Valdemar Ferreira, 93
Horário: 19h (abertura da casa)
Classificação etária: 16 anos. (14 e 15 somente acompanhado por pai ou mãe com documentos ou responsável legal)
Ingressos: a partir de R$ 180
Venda online: www.ticketbrasil.com.br

Informações: (11) 3031-0393

SERVIÇO RIO DE JANEIRO
Data: 27 de outubro de 2019 (domingo)
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos S/N
Horário: 18h (abertura da casa)Classificação etária: 16 anos. (14 e 15 somente acompanhado por pai ou mãe com documentos ou responsável legal)
Ingressos: a partir de R$ 150
Venda online: www.tudus.com.br

Foto capa: Clovis Roman (Epica em Belo Horizonte/MG, 2018)
Foto matéria: Clovis Roman (Epica em São Paulo, no Epic Metal Fest, 2016)

1 comentário em “[Entrevista] Epica: “O mais importante é estarmos felizes com o que fazemos””

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s