[Entrevista] Motorocker é o representante do Rock Malária no festival Crossroads Dia Mundial do Rock

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Eu já vi zilhões de shows do Motorocker. E gostaria de ter visto ainda mais. É uma banda enérgica, honesta e barulhenta. O grupo é Rock and Roll puro, com muito do que foi feito nos anos 70 servindo de influência, e claro, o que veio depois também entra no caldeirão dos caras.

A banda, que já trabalha em seu 4º disco de estúdio, é uma das principais atrações do festival Crossroads Dia Mundial do Rock! Tarefa que os caras do Motorocker vão tirar de letra, afinal, em seu currículo estão shows ao lado de monstros como Iron Maiden, Guns N’Roses e Deep Purple – entre tantos outros – festivais na Pedreira Paulo Leminski e um concorridíssimo show no Rock in Rio. Confira a entrevista com o vocalista da banda, o figuraça Marcelus.

por Clovis Roman

O álbum Igreja Universal do Reino do Rock, saiu em 2006. Rock na Veia em 2010 e Rock Brasil em 2014. Teremos um novo disco agora em 2018, para manter a tradição de um novo álbum cada 4 anos? O título também terá a palavra Rock, assim como todos os anteriores?
Marcelus: Piá! Eu juro que não tinha me tocado disso [risos]. Quando estou montando o álbum, penso em juntar as músicas ao máximo em um só contexto, como foi o último, o Rock Brasil. Neste que estamos produzindo agora, não terá a palavra “Rock” no título. Porém alguma faixa provavelmente terá a palavra “mágica” [risos]. No caso do Motorocker seria inútil tentar fugir disso de alguma forma, seja em alguma faixa ou título. Mais ou menos como o Manowar e o Massacration se relacionam com a palavra Metal.

Vocês relançaram o Igreja Universal do Reino do Rock, remasterizado por Daniel Pessanha e com capa levemente atualizada. O que os motivou, primordialmente, a voltar a mexer neste material? Por que neste relançamento a cover do AC/DC ficou de fora?
Marcelus: Esse disco vendeu bastante, e se esgotou por duas tiragens. Então quando pensamos em fazer uma nova remessa, resolvemos seguir o padrão das bandas antigas, remasterizando pra dar um gás a mais no som e também uma purificada nas tracks originais. Quanto a “Back in Black” ficar de fora, acabamos deixando pra última hora um novo contato, e temíamos que o relançamento acabasse atrasando ainda mais. Para cada compilação existe uma autorização diferente, tem toda uma burocracia legal envolvida com direitos autorais. Mas remasterizamos ela também e está para baixar gratuitamente na internet, só não está no CD físico.

Um dos grandes momentos do Motorocker foi tocar no Rock in Rio em 2015. Como foi aquela experiência e o que ela trouxe para a banda? Ah, e me diga se você conseguiu ver algum dos shows que rolaram no mesmo dia por lá.
Marcelus: Foi sem dúvida o nosso ápice, uma consagração mais pessoal. Foi mágico, sabe? Muita gente foi nos assistir, mesmo tendo artistas muito famosos ao mesmo tempo em outros palcos. Eu não queria que aquilo acabasse nunca. Nossos fãs são únicos, você conhece. Depois ainda consegui assistir o Motley Crue, que foi fantástico, e o Metallica logo após. Quando lembro, passa um filme na minha cabeça. A coisa é muito grande, é outro mundo.

O guitarrista Eduardo Calegari está há um pouco mais de um ano na banda. Quando se fez a necessidade, como foi o caminho até chegarem até ele? Houve muitos testes?
Marcelus: O Eduardo Calegari já era amigo de todos da banda, e também sempre foi um grande fã do Motorocker. Nós sempre o consideramos um dos melhores guitarristas no estilo que já vimos, e quando tivemos a necessidade, o primeiro que pensamos foi ele na hora. Ele já tocava algumas músicas do Motorocker, então entrou como uma luva. Não fizemos nenhum teste, era pra ser ele mesmo.

O Motorocker produziu em seus anos na estrada uma grande quantidade de materiais em vídeo, clipes, gravações ao vivo e imagino que também cenas de bastidores e afins. Compilar tudo isto em um produto único (e físico, como um DVD, por exemplo) está nos planos da banda?
Marcelus: Irmão, temos a pretensão de fazer um DVD ao vivo, depois do lançamento do novo material. Aí quem sabe já juntamos uns clipes e algo a mais para os “extras”.

O Motorocker será uma das atrações do Festival Crossroads Dia Mundial do Rock. Como vocês enxergam um evento que une tanto bandas tributo como grupos de som autoral, normalmente vistos como ‘inimigos’ por uma parcela do público do Rock?
Marcelus: Eu acho que essa sempre a proposta do Crossroads, juntar bandas autorais, tributos e afins como já acontece no próprio bar, só que em outra magnitude. É música e diversão pra todos os gostos, e isso pode ser um fator determinante para o sucesso de uma festa de Rock nos dias de hoje. Eu não vejo ninguém como inimigo além da maioria dos políticos e parte do STF.

Qual banda você acha que gravaria uma versão bem bacana de alguma das músicas do Motorocker?
Marcelus: Algumas viagens na minha cabeça que já imaginei tocando: O Eagles tocando “Homem Livre” e a Tina Turner cantando “Salve a Malária” [risos]. Sonhar não faz mal a ninguém [risos]. O AC/DC com certeza faria todas melhor que a gente também, sem dúvida!

Conheça mais sobre a banda: motorocker.com.br

SERVIÇO
Crossroads Festival Dia Mundial do Rock
Data: 14 de julho de 2018 (Sábado)
Local: Usina 5
Endereço: Rua Cosntantino Bordignon, 5 – Padro Velho
Horário: 15h30 (os portões abrem as 14h)
Ingressos: variam de R$40 (meia-entrada) a R$120,00 (inteira), de acordo com o setor.
Venda: www.sympla.com.br/dia-mundial-do-rock-crossroads-festival__289215
Classificação Etária: 16 anos (Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais/responsável)
Realização: Crossroads, Planeta Brasil e 302

Importante: Pista – R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia-entrada);
Vip – R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada);
Combo Promocional Família Pista (4 ingressos) – R$120,00;
Combo Promocional Família Vip (4 ingressos) – R$180,00.
A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer. Clientes Crossroads possuem 50% na compra do bilhete.
Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.
Forma de Pagamento: Cartão de crédito, débito e dinheiro.

Saiba mais sobre o festivalacessomusic.com.br/2018/06/19/festival-crossroads-dia-mundial-do-rock-tera-14h-de-musica-e-mais-de-30-bandas

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