[Entrevista] The Secret Society e a fusão de influências com veteranos da cena curitibana

Nenhum comentário

O The Secret Society é uma banda nova, porém carrega consigo um grande legado. Afinal, o power trio formado por experientes músicos da cena local: Guto Diaz (baixo e vocal), Fabiano Cavassin (guitarra) e Orlando Custódio (bateria). O grupo promete um show musicalmente forte e visualmente impactante no festival Crossroads – Dia Mundial do Rock. Entenda nesta entrevista feita com Guto Diaz, por Clovis Roman.

por Clovis Roman

Quem fez o primeiro movimento para a criação da banda? De onde surgiu esta necessidade artística? Era um sonho seu já fazer uma banda nesta linha de som?
Guto: O primeiro passo pra voltarmos a tocar juntos foi dado pelo Orlando na metade de 2016. Ele ligou pra mim e pro Fabiano, com a intenção de fazermos um som juntos novamente. A princípio a ideia dele era voltarmos com a Primal, mas pra mim e para o Fabiano a história da Primal já havia chegado ao fim em 2011. Começar um projeto novo nos daria maior liberdade artística e não ficaríamos presos aos estigmas da Primal, que foi uma banda que sempre flertou com vários estilos de música pesada e nas temáticas das letras sempre foi bastante politizada. Com a The Secret Society a ideia era ficar mais livre musical e liricamente, dando continuidade a todas as influências que carregamos na bagagem nesses mais de 30 anos dentro da música, mas também trazendo novos elementos e novas influências. Eu e o Fabiano viemos da escola do Metal, Hardcore e Punk Rock, mas sempre tivemos uma forte influência dos anos 80, do Post Punk, do Hard Rock, e agora com a The Secret Society pudemos trazer a tona ainda mais essas influências, bem como outros estilos mais obscuros como o DeathRock e o Gothrock. Em 2017 ativamos oficialmente o novo projeto, iniciando os primeiros encontros e ensaios, e a escolha pelo formato power trio. Depois mais de 20 anos resolvi voltar ao meu primeiro instrumento da época da Epidemic, onde eu cantava e tocava baixo. O mais incrível foi que tudo veio muito naturalmente, como se eu não tivesse ficado todo esse tempo sem tocar baixo, já estava no sangue. Inevitavelmente nos primeiros ensaios começamos tocando sons antigos da Primal, um cover do Iggy Pop para Cry For Love e no primeiro ensaio já compusemos a primeira música da banda, “Fields Of Glass”. Em seguida os ensaios foram pegando ritmo e começamos a deixar de lado as músicas da Primal e focar exclusivamente nos novos sons. Em um ano de ensaios chegamos a um repertório que está atualmente com 10 músicas inéditas.

Guto, você e Fabiano já haviam tocado juntos no Primal. Como seus caminhos se cruzaram novamente?
Guto: Os 3 integrantes já haviam tocado juntos, minha história e a do Fabiano são anteriores ao Primal, ainda no final dos anos 80, mais precisamente 88 e 89, quando por diversas vezes dividimos o palco com nossas respectivas bandas, eu na Epidemic e o Fabiano no Abaixo de Deus, que era uma banda muito diferente na época, misturando influências do Punk, Hardcore e muito Funk. Em 91, após o fim de nossas bandas, demos início ao Primal Sounds, banda que foi a precursora da Primal, com Paulão Holydeath no baixo e Sergio Pilpa na bateria. Em 1992 o Primal fez sua primeira apresentação ao vivo e o resto é história, entre altos e baixos a banda durou quase 20 anos. O Orlando foi baterista da Primal por pelo menos uns 8 anos dentro desse período e foi responsável pelas gravações do Live na Grande Garagem Que Grava, em 2005, e várias demo-tapes. Portanto minha parceria com o Fabiano tem quase 30 anos. Temos uma sintonia musical muito boa, algo comparado a Jaz Coleman e Geordie Walker do Killing Joke, ou Ian Astbury e Billy Duff do The Cult. O Fabiano é um mestre dos riffs, e assim que ele puxa um, eu já venho com uma linha vocal e em seguida o Orlando entra com seu estilo totalmente inusitado de colocar a bateria, com muito ritmo tribal, com bumbos e caixas tocados ao mesmo tempo, dando um peso extra nas músicas.

Você acha que as composições da banda remetem a algo feito pelo Primal, já que há dois ex-membros de lá no The Secret Society?
Guto: No começo foi inevitável soarmos um pouco como a Primal, afinal tínhamos 3 integrantes na TSS, mas aos poucos fomos achando nosso próprio estilo, que poderá ser conferido nas músicas que em breve serão lançadas.

Vocês estão gravando um clipe da música “The Architecture of Melancholy”. O que você pode nos contar sobre o enredo e quando será liberado este vídeo?
Guto: Sim, estamos finalizando as filmagens e o lançamento está previsto para o Dia Mundial do Rock. Sobre o enredo, o que posso adiantar é que foi escrito em parceria com o diretor Raphael Moraes, da O Filme Produções. Passei a letra pra ele e algumas referências de clipes e filmes, e ele escreveu um roteiro bem bacana. Está sendo filmado com câmera de cinema e o resultado vai ficar fantástico.

Vocês anunciaram que lançarão oficialmente em breve 3 músicas próprias. Será uma espécie de EP? Qual será o formato?
Guto: A princípio iremos lançar junto com o videoclipe no Dia Mundial do Rock em todas as plataformas digitais e nos canais da banda, site, youtube, facebook. Em seguida pretendemos lançar em formato vinil 7 polegadas, em uma edição limitada para colecionadores.

E planos para um registro full-lenght de estúdio?
Guto: Por enquanto ainda não, a ideia é ir lançando diversos singles, ainda esse ano devemos gravar mais algumas músicas e produzir mais um videoclipe.

A banda mostra ter preocupação com a imagem no palco, já que conta com iluminação especial e tudo mais. No que o visual apoia a música da banda?
Guto: Sim, quem me conhece desde a época da Primal sabe que sempre tivemos uma preocupação muito grande com o aspecto visual da banda. Fiz muita coisa na Primal com esmeril no palco, megafone, fogo, maquiagens… Tudo influência do Rock progressivo, do Industrial, do Glam e do Horror Rock, de artistas como Peter Gabriel, Alice Cooper, Neubauten, Arthur Brown, Marilyn Manson. Naturalmente com a The Secret Society não seria diferente. Estamos com uma iluminação especial e projeções no fundo do palco que fazem parte do show, sempre com uma temática obscura e com referências a sociedades secretas, Illuminati, etc.

Qual sua visão sobre o Festival Crossroads Dia Mundial do Rock, que une tanto bandas tributo como grupos de som autoral?
Guto: Pra nós está sendo uma honra o convite para participar do festival, que cada vez mais dá espaço ao trabalho autoral. Estaremos dividindo o palco com várias bandas sensacionais e muitos amigos estarão tocando em outros palcos. É uma ótima oportunidade de prestigiar o trabalho de grandes bandas curitibanas.

Deixe um convite aos leitores do Acesso Music para comparecer ao festival:
Guto: Gostaria de convidá-los a prestigiar o maior festival de Rock de Curitiba, teremos várias bandas autorais que valem muito a pena conferir, Machete Bomb, Scalene, Krucipha, Sugar Kane, Black Maria, Motorocker e os veteranos da Blindagem! Bem como conhecer o trabalho e a sonoridade obscura da The Secret Society, com diversas influência de Metal pesado, Post-Punk e Deathrock. Curtam nossa página no facebook @wearethesecretsociety e fiquem por dentro de todos os lançamentos que estamos preparando para o Dia Mundial do Rock

A estreia do clipe de “The Architecture Of Melancholy” será um dia antes do festival: 13 de julho, sexta, as 20h , no Hard Rock Cafe Curitiba.

Conheça mais sobre a banda: www.thesecretsociety.com.br

SERVIÇO
Crossroads Festival Dia Mundial do Rock
Data: 14 de julho de 2018 (Sábado)
Local: Usina 5
Endereço: Rua Cosntantino Bordignon, 5 – Padro Velho
Horário: 15h30 (os portões abrem as 14h)
Ingressos: variam de R$40 (meia-entrada) a R$120,00 (inteira), de acordo com o setor.
Venda: www.sympla.com.br/dia-mundial-do-rock-crossroads-festival__289215
Classificação Etária: 16 anos (Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais/responsável)
Realização: Crossroads, Planeta Brasil e 302

Importante: Pista – R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia-entrada);
Vip – R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada);
Combo Promocional Família Pista (4 ingressos) – R$120,00;
Combo Promocional Família Vip (4 ingressos) – R$180,00.
A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer. Clientes Crossroads possuem 50% na compra do bilhete.
Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.
Forma de Pagamento: Cartão de crédito, débito e dinheiro.

Saiba mais sobre o festivalacessomusic.com.br/2018/06/19/festival-crossroads-dia-mundial-do-rock-tera-14h-de-musica-e-mais-de-30-bandas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s