[Entrevista] Mythologyca: a nova safra do Metal curitibano

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O Mythologyca é uma banda nova, que está lançando esse ano seu primeiro álbum completo: Lady of the Crows. Em sua formação, o guitarrista/co-fundador da banda Vika Viante, que seu uniu a músicos experientes como o baterista André Marés (Disharmonic Fields), o tecladista Giovanni Vicentin (Devil Sin), o baixista Tarlis Vinci (ex-Children of the Beast e Devil Sin) e o vocalista Marco Bührer, por mais de duas décadas a voz do Beltane.

E foi com Vika que proseamos para falar sobre as novidades da banda, uma das atrações do 5º Metal Warriors, sobre o qual você encontra aqui todas as informações.

por Clovis Roman

O primeiro álbum do Mythologyca, Lady of the Crows, saiu em versão digital em julho último. Há planos para a versão física?
Vika Viante
: Sim. Na verdade o disco foi enviado para a produção física em São Paulo antes mesmo do lançamento digital, porém por problemas relacionados há um componente que viria de fora e que sofreu atrasos alfandegários a fabricação teve de ser postergada. A peça já chegou e a produção já foi retomada, tendo previsão de finalização ainda no mês de outubro. Lembrando que a versão física virá em formato digipack.

A arte da capa foi feita por Jean Michel, da Designations Artwork, inspirada na rainha da tribo icena, Boudicca ou Boadicea, que liderou várias tribos celtas contra os romanos por volta do ano 60 DC, no reinado de Nero. Como os corvos e a ilustração da capa com um todo se relacionam com o título do disco e a temática lírica?
Vika
: Há uma ligação em tudo. A rainha Boudica, segundo o romance de Marion Zimmer Bradley e Diane Paxton, Os Corvos de Avalon, incorporava a deusa celta Cathubodva, ficando assim com poderes sobrenaturais. Então a capa do álbum retrata justamente a rainha Boudica “possuída” pelo poder da deusa. A música que dá nome ao álbum, Lady of the Crows, seria como uma oração pré batalha à mesma deusa. Falamos em batalha no sentido figurado, hoje a batalha que enfrentamos são as dificuldades do dia à dia, desemprego, um trabalho árduo, alguma doença, traumas, etc.

Em que, no geral, vocês se inspiram para escrever as letras das músicas?
Vika: A inspiração é deixada livre, gostamos muito de mitologia e gostamos de usar a filosofia das antigas religiões e aplicá-las no mundo moderno. Várias de nossas canções falam da mitologia como a própria Lady of the Crows, Persephone, B.A.C.O, Morgan Lefay. Outras falam de assuntos diversos. Bat Eater por exemplo é uma homenagem ao Ozzy. Borderline Faery fala de um lugar que idealizamos, a fronteira dos mundos, onde os mortais e os seres divinos se encontram e se divertem. Aurora foi feita para a minha filha, que também é afiliada do Marco.

A primeira música que a banda Mythologyca lançou foi Wandering. Por que escolhê-la entre todas as que vocês tinham disponíveis?
Vika: Como todos sabem o Marco Bührer fundou e dedicou 21 anos da sua vida à sua antiga banda, o Beltane. Quando ele tomou a difícil decisão de deixá-la, houve uma considerável curiosidade por parte do público e uma grande cobrança para saber o que de fato ele estaria tramando nos seus novos projetos. Na época a banda ainda estava em formação, éramos apenas dois. Por isso, tudo o que queríamos era lançar algum material e mostrar que cara teria a nova banda e que rumos íamos seguir. Em segundo momento queríamos também ter algum material em mãos para mostrar aos possíveis novos integrantes e assim tudo foi se desenrolando. Fomos apoiados desde o começo pelo Karim e pelo pessoal do Silent Music Studio e Wandering foi de fato a primeira música que fizemos. Logicamente que foi lançada como single também pelo fato de confiarmos na energia dessa música e considerarmos ela suficientemente forte para iniciar um novo ciclo. Até hoje Wandering é especial e costumamos encerrar o show com ela.

“Rock T-Shirt” me parece ter uma letra mais descompromissada, foi essa a intenção? Como a música se adequa a essa letra em específico?
Vika: Durante o processo criativo do disco houve uma preocupação grande em não interromper de nenhuma forma qualquer tipo de energia criativa de composição. Essa música é um “hardão farofa”, que a gente adora! A letra fala da beleza das mulheres que usam camisetas de bandas, uma homenagem às roqueiras e à beleza simples do jeans e da camiseta preta velha de guerra do Maiden, AC/DC, Motorhead e, porque não, do Mythologyca. Rock T-shirt é uma música fetichista e descompromissada de fato, mas ela surgiu naturalmente em um dado momento de inspiração e era boa suficiente para estar no disco, independente de encaixar na temática ou não, afinal, não consideramos o disco exatamente conceitual. Outras variações semelhante ocorrem no disco como no caso da música Borderline Faery, que tem uma sonoridade bem diferente das demais músicas. Nesses casos a nossa maior preocupação era que o disco como um todo soasse de forma coeso.

Nos falem sobre a importância de um festival como o Metal Warriors, que chega a sua 5ª edição promovendo a união das bandas autorais de Metal de Curitiba. Vocês acham que faltam outras iniciativas similares? Como vocês enxergam a cena local, tanto pelas bandas quanto pelo público?
Vika
: Se bandas como o Dragonheart e o Sad Theory continuam seguindo em frente, gravando discos e fazendo shows. Se bandas novas como nós e o Tandra continuam surgindo é porque, por mais difícil que seja, a cena existe e tem gente levando a sério. Eventos como o Metal Warriors precisam ser multiplicados. Na minha opinião a cena só cresce se for de modo espontâneo. Se tivermos eventos com frequência e com uma organização de boa qualidade as coisas vão acontecendo naturalmente. O que enfraquece a cena é evento desorganizado. Precisamos lembrar que somos entretenimento acima de tudo, então o público tem que estar bem amparado, em um ambiente agradável, com um mínimo de gelo nas bebidas, banheiros limpos e preço justo para que tenham ao menos vontade de vir novamente na próxima ocasião.

Qual banda ou artista vocês acham que gravaria uma cover bacana de alguma das músicas do Mythologyca?
Vika
: É quase surreal pensar que algum nome de grande expressão poderia fazer algum cover nosso, mas nesse caso eu diria que o Savatage, em sua formação clássica, faria uma trabalho de arrepiar só de pensar.

Conheça o trabalho do Mythologyca: www.facebook.com/mythologyca

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