[Entrevista] Tandra e a união de elementos Folk com o Metal

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O Tandra foi formado em 2012, com a ideia de juntar o peso Death Metal com instrumentos que caracterizam a cultura celta e viking. Portanto, acordeon e flauta foram inseridos, e o resultado é um som pra lá de convincente. O grupo é formado por Carlos Henrique Linzmeyer (Acordeon), Christopher Schmitt Knop (Guitarra/Vocal), Felipe Ribeiro (Flauta/Vocal), Felipe Franco (Baixo/Vocal), Gefferson Franco (Guitarra/Vocal), Max Waltrick (Bateria).

Sim, entre as influências dos caras estão nomes como Korpiklaani, Finntroll, Eluveitie, Tuatha de Danann e Equilibrium, o que já dá um panorama do som o Tandra. Mas claro que há outros elementos na fórmula. Confira nossa entrevista com a banda, atração da 5ª edição do festival Metal Warriors, e conheça o trabalho do grupo.

por Clovis Roman

Vocês são uma banda relativamente nova, e que já conseguiu fazer alguns shows bem bacanas. Um deles foi o Araraquara Rock, em meados desse ano, onde vocês dividiram o palco com o Angra. Como foi esse rolê e como surgiu o convite?
Christopher Schmitt Knop: Nosso baterista Max Waltrick ficou sabendo do festival através de um post do Angra. Descobrimos que estava aberto um processo de seleção de bandas, e nos inscrevemos. Disputamos 6 vagas com 217 bandas de todo o Brasil, e ficamos em 3º lugar! Foi uma sensação inédita e muito inspiradora de tocar para 8 mil pessoas. O público nos recebeu muito bem e descobrimos que haviam muitos fãs do Tandra no meio do público, que agitaram insanamente o rolê.

Como estão os planos para o lançamento do debut? As composições estão prontas? Já estão em estúdio?
Christopher: As composições estão quase finalizadas, estamos finalizando as duas últimas. Tirando as músicas “Time And Eternity” e “Open The Bar”, estamos arrecadando dinheiro para mandar o restante das músicas à um estúdio. Uma vez que somos uma banda nova, não temos muito capital para investir, estamos buscando novos meios de arrecadação, por exemplo o Catarse, que funciona como uma pré-venda onde as pessoas podem contribuir e nos ajudar a conquistar nosso objetivo. Vendemos merchandising como camiseta, hidromel, patch, bottom, tudo isso para que possamos entregar um álbum de qualidade para os nosso ouvintes.

O Tandra é, primordialmente, um grupo de Folk Metal, um cenário que teve um aquecimento em Curitiba por volta de 2010. Como está isso atualmente? Há boas bandas e shows desse estilo na cidade atualmente? Ou há alguma nova tendência que vocês venham notando?
Christopher: Existe um cenário do Folk relativamente grande em Curitiba, os eventos medievais juntam muitas pessoas interessadas por essa cultura, porém nem todos vão nos pubs onde podemos tocar. Acontecem vários eventos medievais à céu aberto, mas que ainda não participamos por sermos uma banda de Metal. Estamos nos adaptando e criando um repertório acústico para atender esse nicho. Existem algumas bandas Folk como, Decadência, Gaiteiros de Lume, Mandala Folk, Confraria da Costa, entre outras, mas em relação ao Metal são poucas. Sobre as tendências, não vemos muitas mudanças atualmente, mas é sempre bom estar inovando, procurar diversidades, a cultura Folk é mais que Vikings e Celtas, e nós sempre buscamos trazer a cultura de outros povos para o nosso estilo.

A música “Open the Bar” vai na toada de nomes como Korpiklaani, Finntroll e em menor escala, o Eluveitie. O som, rápido, é daqueles para se cantar e abrir rodas de quebração enquanto se segura uma caneca de chopp. A inspiração lírica de vocês é mais voltada a questões etílicas apenas, ou vocês abordam outros temas também?
Christopher: Creio que um pouco de tudo, nossa inspiração vem normalmente da falta que sentimos ouvindo o som de outras bandas, colocamos nossos sentimentos diários ao lado de fatos históricos. A “Open The Bar”, por exemplo, é um convite para festejar depois de um dia exaustivo, deixar de lado o estresse e beber, como os povos antigos faziam: depois da batalha eles comemoravam por suas vidas e seus amigos mortos em batalhas, honrando-os e deixando para trás mais um dia.

Vocês soltaram recentemente “Time and Eternity”, um som com introdução mais calma, que faria o Blind Guardian orgulhoso. O som, extenso, passa rápido e é empolgante. O que vocês trazem como influência para o som de vocês além das bandas citados na pergunta anterior? Pensam em agregar outros instrumentos no som?
Christopher: Primeiramente obrigado pelo elogio. As nossas influências são variadas, Moonsorrow, Wintersun, Dimmu Borgir, Kalmah, Insomnium, Equilibrium, Tuatha de Danann e por aí vai. Queremos colocar vários instrumentos, da cultura celta, viking, mongolian, vocais típicos além dos que já fazemos, o Folk são todos os povos, todas as culturas, então buscamos sempre inovar.

Nos falem sobre a importância de um festival como o Metal Warriors, que chega a sua 5ª edição promovendo a união das bandas autorais de Metal de Curitiba. Vocês acham que faltam outras iniciativas similares? Como vocês enxergam a cena local, tanto pelas bandas quanto pelo público?
Christopher: Achamos de extrema importância eventos como o Metal Warriors para a cena do metal autoral nacional. Falta muito o apoio dos produtores para bandas locais e o público quer algo de qualidade. É ótimo poder compartilhar nossa cultura musical, no meio onde vivemos é preciso mais dessas oportunidade, temos um cenário underground diminuindo a cada dia e por isso é necessário ter mais festivais como esse para incentivar as bandas a crescer.

Qual banda ou artista vocês acham que gravaria uma cover bacana de alguma das músicas do Tandra? Ou como vocês tem ainda um repertório pequeno, com qual banda vocês gostaria de gravar juntos um dia?
Christopher: Sobre o cover essa pergunta é difícil, talvez qualquer banda que goste do nosso som. Gravar com outra banda, não estamos com esse pensamento ainda, pois o objetivo é gravar mais músicas nossas para depois expandir os horizontes, mas provavelmente seria com alguma banda do nosso segmento Folk.

Conheça mais o Tandra: www.facebook.com/TandraOfficial

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