[Resenha] Mugo – Race of Disorder

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Mugo – Race of Disorder

Material enviado por Roadie Metal

por Clovis Roman

O Mugo é um grupo surgido em Goiânia/GO, em 2006, formado por Faslen de Freitas (baixo), Weyner Henrique (bateria), Guilherme Aguiar (guitarra) e Pedro Cipriano (vocal). Race of Disorder é o terceiro álbum dos caras, sucedendo o debut Go to the Next Floor (2009) e The Overwhelming End (2012).

O trabalho abre com a faixa título, com mais de seis minutos repletos de partes distintas mescladas de maneira bastante coerente. A mais curta “Seeds of Pain” mergulha de cabeça no Djent, com uns harmônicos de guitarra doentios, algo que deixaria Dimebag Darrel da época do The Great Southern Trendkill orgulhoso. Som pesado, cadenciado, com partes quebradas e algumas insanidades nas guitarras que remetem ao Death Metal. Mais voltada para o Hardcore, ao menos em sua intro, e depois assumindo contornos primários de Thrash Metal, “Corruption” é mais básica comparada com suas antecessoras. Uma boa música para se tocar ao vivo, como uma das primeiras do repertório.

A primeira faixa em português é “Sanguessugas”, uma crítica veemente contra a política vigente no Brasil. A faixa seguinte é “Deliverance”, que como sugere o título, é em inglês. Aí reside o único porém desse ótimo trabalho: a indefinição da língua deixa as coisas um pouco confusas. A escolha pelo inglês me parece mais acertada no caso do som que eles executam. Basta ouvir essas duas músicas na sequência e notar como “Deliverance” soa mais forte.

A melhor faixa é “Think Twice”, com passagens climáticas, quase dissonantes, onde os vocais sugere se aproximar de algo mais limpo, algo que eles poderiam investir mais no futuro, pois ficou bem legal. Mas não se engane, há aqui também muito peso e riffs ganchudos característicos. O encerramento se dá com mais duas canções em português, a furiosa “Terra de Ninguém”, que obviamente fala do Brasil, com versos indignados como “não dá mais pra engolir as mentiras impostas” ou “não hesite em questionar a impunidade que rege a nação”, sendo esses dois pontos – mentiras e impunidade – ainda mais atuais agora em 2019; a outra é “Elo Quebrado”, mais extensa e cadenciada, soando como um resumo do que foi ouvido nas músicas anteriores. Ela poderia ter sido a faixa 7 e “Terra de Ninguém” a saideira. Detalhe, entretanto.

O fato é que Race of Disorder é um baita trabalho, feita por uma banda madura, que tem conhecimento de causa. Um show desses caras deve ser um arregaço tremendo. E vale citar que o trabalho teve incentivo cultural da prefeitura de Goiânia, cidade dos caras. A cultura deve ser sempre celebrada e incentivada pelos governos, e não obliterada e questionada, como estamos vendo por aí, cada vez mais.

Conheça mais a banda: www.facebook.com/bandamugo

MÚSICAS
1. Race of Disorder
2. Seeds of Pain
3. Corruption
4. Sanguessugas
5. Deliverance
6. Think Twice
7. Terra de ninguém
8. Elo quebrado

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