[Resenha] Kultist – The Black Goat

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Kultist – The Black Goat
(nacional)

Material gentilmente enviado por Collapse Agency

por Clovis Roman

A capa e o título sugerem algo mais extremo, mas The Black Goat, do Kultist, reúne 8 sons de Thrash Metal, com a adição de alguns blast-beats aqui e acolá, e variedade de vocais guturais e outros mais gritados. O grupo paulista foi formado em 2016, e esse é seu primeiro registro oficial. A formação conta com a guitarrista Ya Exodus (que já passou por Sinaya e Eskröta), a baixista Karine Campanille (ex-Föxx Salema), a baterista Leticia Figueiredo e o vocalista Dan Pacheco.

Começando esse ótimo álbum de estreia, “The Kult of Dagon” traz guitarras mais próximas do Black Metal e ótimos riffs, num ritmo dinâmico. Os vocais que remetem à um Kurt Brecht (D.R.I.) com raiva, somados a alguns urros providenciais, são os melhores. Contrastando, “Eternal Abyss” vem com uma pegada mais cadenciada, uma boa escolha para um videoclipe, se for o caso. Os longos solos de guitarra e baixo antes da última repetição do refrão se destacam.

Se o disco abre mais acelerado, como em “The Crawling Chaos”, na sua segunda metade ele parece pisar um pouco no acelerador, dando espaço para melodias tétricas. Assim é “Frozen Fear”, o momento mais sorumbático do trabalho. “Sign in Blood” fica num meio termo entre lentidão e rapidez, e logo se vai para dar espaço a “Black Swamp”, faixa mais antiga, que aqui aparece como um bônus, acelerada e curta, com ótima sonoridade do baixo em seus menos de três minutos. Essa faixa é inspirada em Dagon, conto de H.P. Lovecraft. Aliás, toda a parte lírica de The Black Goat é inspirada nos textos de Lovecraft.

Os vocais mais esganiçados e os eventuais agudos poderiam ser menos recorrentes. E em algumas faixas, como na abertura “Shub Niggurath”, as vozes estão um pouco mais altas, o que não acontece, por exemplo, na espetacular “Symphony of Madness”. No geral, os pontos observados tangem a produção. A parte musical como um todo é muito bem executada. Sem contar, claro, o material gráfico: belo encarte e arte gráfica condensadas em um primoroso digipack. A capa conta com um híbrido de Cthulhu com bode, ilustração que casa bem com o culto negro propiciado por todos os elementos desse trabalho.

O lançamento de The Black Goat foi uma união de forças de diversos selos: Crust Or Die Collective Distro & Label, Helena Discos, 2 Beers or not 2 Beers Records, Brutal Grind Recs, Electric Funeral, Vergeten Records, Carniça Distro, Weirdo Discos, Brado Distro e Vertigem Discos. O disco foi gravado, mixado e masterizado por Diego Henrique Rocha do Bay Area Estudios. Já a faixa bônus, “Black Swamp”, foi gravada anteriormente no Family Mob Studio.

FAIXAS
1. Shub-Niggurath
2. The Crawling Chaos
3. The Kult of Dagon
4. Eternal Abyss
5. Symphony of Madness
6. Frozen Fear
7. Sign in Blood
8. Black Swamp

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