[Resenha] Sunroad – Heatstrokes

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Sunroad – Heatstrokes
(Musik Records – nacional)

Material gentilmente enviado por Som do Darma

por Clovis Roman

Quando um disco é gravado por uma banda experiente, ‘é outro negócio’! Tendo na bagagem diversos registros em sua discografia, o Sunroad nos presenteia com mais um álbum espetacular, coeso e vibrante, assim como o anterior, o igualmente poderoso Wing Seven. O grupo goiano abre o disco com “Mind the Gap” e seu andamento moderado e peso, com nuances de música egípcia, seguida por “Given and Taken”, cuja abertura clama por Ronnie James Dio. O som, mais rápido que seu antecessor, tem boas melodias vocais e um belo trampo de guitarras.

Mais Rock and Roll, mas ainda com boas e variadas melodias, “Screaming Ghosts” conta com uma cozinha forte e coesa, sem contar as bem estruturadas linhas de guitarras, com ótimos riffs e diversos detalhes. Com contorno mais Pop, “Lick my Lips” é ótimo single, com grandes chances de entrar nas programações das rádios Rock Brasil adentro – não a toa virou ‘lyric video’. Outra com potencial radiofônico é a balada “Empty Stage”, com belo refrão apoteótico e performance vocal irretocável de André Adonis. A parte que compreende os últimos 2 minutos da composição merece menção honrosa.

“Unleash your Heat” é curta, e apesar de servir como intro para sua sucessora, tem vida própria com bela linha vocal. Indo fundo na inspiração setentista, a faixa que dá nome ao trabalho, “Heatstrokes”, traz boa sessão instrumental lá pelo meio da faixa. Em “Spellbound of Ages”, possivelmente a melhor música do disco, quem ganha destaque é P. Jordan, que mostra sólidas linhas de baixo.

Abrangente liricamente, Heatstrokes aborda temas como guerras (“Empty Stage”), drogas (“Given And Taken”), relacionamentos (“Lick My Lips” e “Overwhelmed”) e até mesmo temas mais filosóficos, como em “Screaming Ghosts” e “Spellbound Age”. Fred Mika, baterista e mentor do grupo, discorre: “Eu parto de um princípio básico de que todo artista tem que considerar a [sua própria] responsabilidade social. No rock hoje há uma banalização das letras, com muitos temas negativos, que glorificam a destruição, a violência, e mesmo quando assumem uma postura político/revolucionária, acabam sendo sustentadas por ideias vazias, letras rasas e clichês. A ideia de aliar reflexão e positividade são armas poderosas que transformam vidas”, conclui.

Indo para a reta final, Heatstrokes ainda nos presenteia com o ‘hardão’ de “Overwhelmed” repleto de solos mirabolantes de guitarra, e com “Dare to Dream”, excelente composição que encerra esse ótimo álbum com chave de ouro. 🔑

A banda já prometeu, via Facebook, que em 2020 terá mais novidades e fará uma turnê com um cantor internacional, já que Adonis, após dois belos discos, caiu fora. Ao contrário do antecessor, Wing Seven, esse álbum tem apenas 10 músicas, portanto indo direto ao ponto. O resultado é tão bom que o trabalho saiu nos EUA pela Roxx Records. O tempo de audição passa voando nessa dezena de faixas, e colocar o disco no repeat é uma reação quase involuntária.

FAIXAS
01. Mind The Gap
02. Given And Taken
03. Screaming Ghosts
04. Lick My Lips
05. Empty Stage
06. Unleash Your Heat
07. Heatstrokes
08. Spellbound Age
09. Overwhelmed
10. Dare To Dream

Facebook: www.facebook.com/sunroadofficial

Foto: Reprodução Facebook

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