Cockney Rejects prioriza álbuns clássicos em Curitiba

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Em uma noite movimentada culturalmente na capital do Paraná, a equipe do Acesso Music esteve presente em duas apresentações: Roupa Nova e Cockney Rejects. A escolha não foi feita ao acaso. Afinal, ambas, em seus respectivos – e totalmente antagônicos – estilos são referência. A primeira no AOR e a segunda no Punk Rock. Esta última, vinda da Inglaterra, é precursora do Oi! e uma espécie de porta-voz do West Ham, clube de futebol daquele país.

O pub que os recebeu estava com público tímido – em quantidade e agitação – durante as bandas de abertura. O Ovos Presley, a última delas, fez um show descontraído e certeiro, que também contou com o apelo visual: cascas de ovo na cabeça, roupas brancas e um vocalista com a cara enfaixada. As letras são movidas a zoeira e rendem bons momentos de diversão. O grupo, uma lenda das redondezas, encerrou seu show com “Kill the Poor”, petardo do glorioso Dead Kennedys.

O Cockney Rejects subiu ao palco já na madrugada de sábado e fez um repertório de uma hora, tempo suficiente para nada menos que 23 músicas. Foi legal a beça ouvir sons mais dançantes como “Your Country Needs You” (do último álbum, East End Babylon, de 2012 – e também a única deste) e “Power and the Glory”, assim como se quebrar nas mais velozes. E o público, se não era muito numeroso, ao menos foi bastante empolgado. O pessoal se quebrou sem medo de ser feliz, e um único princípio de briga foi rapidamente dissolvido pelas próprias partes envolvidas – um pouco de conversa e tudo ficou em paz. O clima reinante era de tranquilidade, a agressividade ficou apenas na parte musical.

E essa agressividade foi canalizada positivamente em sons como “The Greatest Cockney Rip Off”, “East End”, “Where the Hell Is Babylon?” (incluindo a introdução Reggae) “War on the Terraces” e “We Are The Firm”. Os gringos não inventaram muito no repertório, 17 das músicas tocadas vieram de seus dois primeiros discos, curiosamente intitulados Greatest Hits Vol. 1 e Greatest Hits Vol. 2. Ambos saíram há inacreditáveis 37 anos e ainda soam bem, principalmente ao vivo. É pra cantar junto, dançar e abrir rodas. Foi o que rolou.

A banda tem como frontman Jeff “Stinky” Geggus, um hooligans praticante que esbanja simpatia. No palco, ele dá o microfone pra galera cantar, conversa e pergunta se há hooligans no recinto. Naquele momento muitos sinalizaram positivamente, mesmo sem serem. O vocalista anda pra lá e pra cá incessantemente e dá socos no ar como um bom pugilista, o que lhe dá uma imagem única. Fora do palco, ele é bastante acessível e sorridente. Em cima dele, é um catalisador de energias. Ele entoou os versos futebolísticos de “I’m Forever Blowing Bubbles” (que aparece no filme Hooligans, aquele com o Elijah Wood, que Geggus simplesmente detesta – confira em nossa entrevista exclusiva aqui) que precederam “Oi! Oi! Oi!”, a derradeira canção.

Foi a segunda passagem pelo Brasil do grupo que está prestes a completar 40 anos de existência. Uma pena que em Curitiba o público tenha deixado a desejar. Quem sabe por isso não tenham executado a música “Chapecoense”, feita em homenagem ao clube homônimo referente a tragédia aérea sofrida pela equipe no final do ano passado. O público chegou a pedir a música no fim do show, mas não rolou.

REPERTÓRIO
Fighting in the Streets
Your Country Needs You
New Song
We Are the Firm
Subculture
The Power and the Glory
I’m Not a Fool
Headbanger
On the Run
Where the Hell Is Babylon
We Can Do Anything
East End
The Rocker
Join the Rejects
On the Streets Again
The Greatest Cockney Rip Off
Bad Man
War on the Terraces
Police Car
Flares ‘n’ Slippers
I’m Forever Blowing Bubbles
Oi! Oi! Oi!

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