Rhapsody se despede dos fãs com show baseado nos discos antigos

Nenhum comentário

Rhapsody
Ópera de Arame
Curitiba/PR
12 de maio de 2017

por Clovis Roman e Kenia Cordeiro

Como parte da “20th Anniversary Farewell Tour”, o Rhapsody tocou pela primeira vez em Curitiba. Infelizmente, também a última. A Ópera de Arame recebeu um bom público para ver uma das lendas do Metal Melódico.

A promoção de cerveja em dobro fez muita gente chegar cedo. Quem optou por uma determinada marca acabou pagando R$ 3,50 em cada lata, o que é extremamente barato em shows. A galera foi aquecendo as turbinas com álcool e com a banda curitibana Devil Sin. O quarteto, com nova formação, mandou sons sempre presentes em suas apresentações, como “Natural Born Killer”, “Dogs of War” e “White Line Madness”. O público curtiu o show do grupo que tem em Kevan Gillies sua figura central; o cara domina o palco com destreza ímpar.

Rhapsody (foto: Clovis Roman)

De maneira pontual, o Rhapsody subiu ao palco mandando de cara seu maior sucesso: “Emerald Sword”. Isto porque ela é a canção que abre Symphony of the Enchanted Lands, disco tocado na íntegra e na ordem da tracklist original. A faixa título surpreendeu, pois mesmo sendo extensa, não soou cansativa; e a gloriosa “Wisdom of the Kings” foi um dos destaques, assim como “The Wizard’s Last Rhymes”, uma canção com estrutura baseada no 4º movimento da obra “New World Symphony”, do compositor tcheco Antonín Dvořák.

A performance de Fabio Lione foi sobrenatural, como já era de se esperar; ele varia do seu vocal convencional ao vocal ‘estilo Pavarotti’ com uma naturalidade assustadora. Sua atuação em “Lamento Eroico” corrobora esta teoria, assim como em seu “solo vocal” feito no meio da apresentação. O baterista e o baixista tiveram seus instantes de glória, com solos individuais, que foram bons momentos, já que haviam bases pré-gravadas de acompanhamento, que deram dinamismo para a mostra de destreza técnica de ambos. Outro que chamou a atenção foi o guitarrista Luca Turilli, que como um elfo, pulava, girava e sorria incessantemente; ele realmente estava muito feliz e empolgado com o show e sua energia foi retribuída a altura pelo público.

Rhapsody (foto: Clovis Roman)

A banda fez um repertório 100% dedicado a seus registros mais antigos. Nada de 2002 pra frente apareceu no setlist, e ninguém reclamou! Muito pelo contrário: cantaram a plenos pulmões hinos épicos como “Holy Thunderforce”, “Dawn of Victory” e a intrincada “Rain of a Thousand Flames”. Outro momento forte foi a execução de “Land of Immortals”, a única do debut Legendary Tales (97) tocada esta noite. “Warriors of Ice” ou a espetacular “Flames of Revenge” também poderiam ter feito bonito no repertório. Mas o show como um todo foi um concerto de alto nível, que satisfez os fãs curitibanos que nunca tinham visto a banda. Ficou a tristeza de saber que eles nunca mais voltarão… a não ser que eles façam como o Scorpions, Judas Priest, Kiss, Aerosmith e Ozzy, entre tantos outros que desistiram da aposentadoria. Estamos na torcida desde agora.

REPERTÓRIO
Emerald Sword
Wisdom of the Kings
Eternal Glory
Beyond the Gates of Infinity
Knightrider of Doom
Wings of Destiny
The Dark Tower of Abyss
Riding the Winds of Eternity
Symphony of Enchanted Lands
Land of Immortals
The Wizard’s Last Rhymes
Dawn of Victory

Rain of a Thousand Flames
Lamento Eroico
Holy Thunderforce
In Tenebris [finale]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s